BD afasta-se da estratégia eleitoral da CASA-CE e reforça ligações à Frente Patriótica

O Bloco Democrático (BD) decidiu, unilateralmente, interromper a sua participação política na  Convergência Ampla de Salvação de Angola – Coligação Eleitoral (CASA-CE). A decisão foi avançada esta semana pelo presidente do partido, Filomeno Vieira Lopes, em reunião extraordinária, realizada nesta segunda feira, 9, entre a direcção do BD e o colégio presidencial da CASA-CE.

Em face dos desafios eleitorais que se avizinham, o colégio presidencial da CASA-CE solicitou ao Bloco Democrático que clarificasse a sua posição na coligação, em função do seu actual engajamento com a Ampla Frente Patriótica para Alternância a Frente Patriótica.

Em resposta, Filomeno Vieira Lopes disse que não vai renovar o acordo de participação com a coligação nas eleições gerais de 2022, mas vai cumprir o actual mandato no seio da CASA-CE.

“Ficou decidido que o BD vai adaptar a sua participação na coligação, retirando o seu partido de todas as estruturas ligadas à estratégia eleitoral da coligação, quer a nível central, intermédio e de base”, confirmou o líder bloquista, adiantando que “o Bloco Democrático optou simplesmente por manter o apoio à CASA-CE no domínio da gestão contabilística, reforçar a sua presença na gestão do grupo parlamentar e assumir tarefas relativas à vice-presidência do património da coligação”.

O BD vai, entretanto, manter intactos por ora todos os direitos adquiridos por via da CASA-CE, nas eleições gerais de 2017, nomeadamente a quota dos comissários à Comissão Nacional Eleitoral e as verbas alocadas aos partidos trimestralmente”.

Em função da posição do Bloco Democrático, o colégio presidencial da CASA-CE deliberou suspender a participação política do partido na coligação até 2022, manter a sua participação no grupo parlamentar, bem como apreciar, posteriormente, a manutenção dos direitos adquiridos como membro, no mandato 2017-2022.

Segundo sublinhado no comunicado, a permanência ou não do Bloco Democrático na coligação até 2022, conforme proposta apresentada pelo partido à CASA-CE, vai ser remetido para decisão dos órgãos deliberativos dos partidos políticos coligados.

Glaucia Miguel

Glaucia Miguel

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