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Sudão. Especialista das Nações Unidas condena continuação da repressão no país

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Um funcionário das Nações Unidas para os Direitos Humanos condenou, sábado, a continuação da repressão dos manifestantes pró-democracia no Sudão, liderado com “mão de ferro” há mais de seis meses pelos militares.

Adama Dieng, especialista das Nações Unidas em Direitos Humanos no Sudão, instou as autoridades militares em Cartum a tomarem “acções mais ousadas e concretas”, na sequência do levantamento de um estado de emergência nacional, em 29 de Maio, que se mantinha em vigor desde que os militares assumiram o controlo total do Conselho Soberano em 25 de Outubro último.

Dieng apelou à libertação de todas as pessoas detidas sob o estado de emergência, assim como ao fim do uso excessivo da força e das detenções dos manifestantes anti-golpistas.

O Sudão está politicamente paralisado desde o golpe de Outubro, em resultado de protestos nas ruas quase diários.

As autoridades militares sudanesas lançaram uma forte repressão contra os manifestantes pró-democracia, cujos meios passaram pela utilização de munições reais contra a população, gás lacrimogéneo, suspensão da Internet e sinal móvel no país, entre outros esforços para impedir que as pessoas se reunissem em protesto.

As forças de segurança sudanesas foram também acusadas de usar violência sexual contra mulheres que participaram nas manifestações, segundo as Nações Unidas, e pelo menos 99 pessoas foram mortas nos protestos contra os militares golpistas.

Os comentários do funcionário das Nações Unidas coincidem com o final da sua segunda visita ao país desde a sua nomeação em novembro para acompanhar a situação dos direitos humanos no Sudão.

*Texto Lusa

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