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Ukrainian servicemen walk next to destroyed Russian tanks and armored personnel carriers (APC) in Dmytrivka village, west of Kyiv, on April 2, 2022 as Ukraine says Russian forces are making a “rapid retreat” from northern areas around Kyiv and the city of Chernigiv. (Photo by Genya SAVILOV / AFP)

Rússia volta a bombardear capital da Ucrânia

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A capital da Ucrânia voltou a ser atingida por novos bombardeios russos neste domingo, 5, após ser poupada de ataques nas últimas cinco semanas.

Segundo o prefeito de Kiev, Vitali Klitschko, bombardeios foram registados em dois bairros da cidade, Darnytsky e Dniprovsky. Uma pessoa ficou ferida.

A Rússia confirmou o ataque, afirmando ter destruído “blindados fornecidos por países do leste europeu à Ucrânia”. O último bombardeio russo contra Kiev havia ocorrido em 28 de Abril.

Já a Força Aérea ucraniana, detalhou que vários mísseis de cruzeiro foram lançados contra Kiev por aviões russos TU-95 baseados no Mar Cáspio. Uma das aernovaes foi destruída, segundo os ucranianos.

A companhia ucraniana Energoatom, responsável pelas usinas nucleares do país, relatou que um míssil sobrevoou “a uma altura extremamente baixa a central de Pivdenno-Ukrainska”, no sul da Ucrânia. A empresa classificou o episódio como “um ato de terrorismo nuclear”.

Pouco depois do ataque, o Presidente da Rússia, Vladimir Putin, divulgou novas ameaças, afirmando que Moscovo atacará mais alvos se a Ucrânia receber mísseis de longo alcance do Ocidente.

Segundo Putin, se a Ucrânia receber mísseis de longo alcance, a Rússia tirará as conclusões apropriadas e usará as suas armas (…) para atacar alvos que não atingiram até agora, sem especificar a que tipos de alvos estava se referia.

Os Estados Unidos anunciaram, na semana passada, que forneceriam à Ucrânia um sistema avançado de mísseis.

Ofensiva contra Severodonetsk prossegue

Combates entre forças ucranianas e os invasores russos prosseguiram no domingo no centro de Severodonetsk, uma cidade estratégica no leste da Ucrânia.

A cidade permanece no centro da ofensiva russa na bacia mineira do Donbass, zona sob controlo parcial dos separatistas pró-russos desde 2014 e que Moscovo espera conquistar na totalidade.

Segundo o governador regional da província de Lugansk, os ucranianos têm resistido aos invasores. “Os russos controlavam cerca de 70% da cidade, mas nos últimos dois dias foram repelidos. A cidade está dividida, eles têm medo de se movimentar livremente”, disse Serguei Gaidai.

De acordo com Gaidai, o general russo Alexander Dvornikov “estabeleceu uma meta: entre agora e 10 de Junho tomar Severodonetsk completamente ou controlar a rota Lyssytchansk-Bajmut” que abrirá o caminho para Kramatorsk, a capital ucraniana de Donetsk, a outra maior região do Donbas. “Todas as forças (russas) estão concentradas nessas duas tarefas”, disse.

Já o Ministério da Defesa russo declarou, no sábado, que unidades militares ucranianas estavam a retirar-se de Severodonetsk “depois de terem sofrido perdas críticas durante os combates (até 90% em várias unidades)” em direcção a Lyssytchansk, uma grande cidade vizinha.

Mas o prefeito de Severodonetsk, Olexander Striuk, disse no sábado que os combates de rua continuavam e que as forças ucranianas estão a tentar “restabelecer o controlo total” da cidade.

*Texto AFP/Lusa

 

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