PGR nega haver “qualquer processo contra ACJ” como avançou jornal português

O porta-voz da Procuradoria-Geral da República (PGR), Álvaro João, negou, nesta segunda-feira, 18, em declarações ao Novo Jornal, “a existência de qualquer processo criminal contra o político Adalberto Costa Júnior”, desmentindo, assim, a notícia avançada pelo jornal Público, que dava conta da intenção daquele órgão de justiça iniciar as investigações contra o presidente destituído da UNITA.

Álvaro João, que falou em exclusivo para o jornal angolano, garantiu que “não há qualquer processo aberto contra o engenheiro Adalberto Costa Júnior, nem esse, nem nenhum”, deixando claro a inexistência de qualquer inquérito para investigar a queixa-crime apresentada pelo militante da UNITA Rui Galhardo contra ACJ, por tentativa de homicídio.

O jornal Público avançou, no último domingo, que a PGR angolana estava pronta a anunciar, entre segunda e terça-feira desta semana, o início das investigações contra o líder destituído da UNITA, na sequência da queixa-crime apresentada em Março deste ano por Rui Galhardo, que se queixou de ter visto a sua vida em perigo por causa de uma “informação de ódio”, cuja autoria atribui a Adalberto Costa Júnior.

O Público ligou o timing do anúncio do início das investigações contra o líder destituído da UNITA com o facto de a reunião da Comissão Política do maior partido na oposição estar agendada para esta quarta-feira, 20. Uma nova data de realização do XIII Congresso Ordinário da UNITA deve ser conhecida nesse encontro da cúpula partidária.

Em entrevista ao jornal português, o líder destituído da UNITA disse não ter dúvidas de que se tratava de “mais uma das muitas manobras dos serviços secretos do Estado angolano, a trabalhar em prol do partido no poder”.

“É óbvio que isso tem a mão do senhor [Fernando Garcia] Miala, o chefe dos serviços de inteligência. Que, como todos sabem, não está no âmbito da actuação democrática, a tratar dos interesses do Estado. Está no âmbito da actuação partidária, a tratar de interesses do partido no poder”, disse Adalberto Costa Júnior, afirmando que “há uma perseguição formal ao líder da oposição”.

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