Ondjaki representa Angola no Festival Cinémas D’Afrique com o filme ‘Vou mudar a cozinha’

 Ondjaki representa Angola no Festival Cinémas D’Afrique com o filme ‘Vou mudar a cozinha’

O filme angolano ‘Vou mudar a cozinha’, do realizador e escritor Ondjaki, vai ser exibido, nesta sexta-feira, 19, na 16.ª edição do Festival Cinémas D’Afrique, que acontece anualmente na Suíça, anunciou a produtora cinematográfica Kino Yetu.

Serão cinco dias e uma mão cheia de 62 filmes, num certame onde Angola será representada pela curta-metragem ‘Vou mudar a cozinha’, que aborda a guerra civil angolana.

Com uma duração de cerca de meia hora, o filme a preto e branco, conta a história de uma jovem viúva assombrada pela guerra civil que assolou o território angolana e integra uma banda sonora original composta por Filipe Raposo.

“Em uma noite chuvosa, uma mulher reflecte sobre o seu passado, presente e futuro. Entre memórias de família, marido e guerra, há uma reflexão sobre a condição da mulher africana. É também um olhar simbólico sobre a vida durante e após os dias de guerra”, lê-se na sinopse do filme.

O ‘Festival Cinémas d’Afrique – Lausanne’ é um evento anual — único no seu género na Suíça —, que oferece uma programação original de filmes de ou sobre países africanos.

O evento tem como finalidade trabalhar para a promoção e divulgação do cinema africano, apoiar os realizadores, a sensibilização artística, mantendo a sua dimensão de animação cultural e de convívio para o público.

No programa, constam mais de 50 filmes, desde ficção, documentários, desenhos animados, comédias para o grande público e até investigações históricas mais aprofundadas, passando por curtas-metragens e ainda pelos primeiros trabalhos de jovens cineastas.

Escritor angolano nascido em 1977, em Luanda, Ondjaki estudou sociologia na Universidade de Lisboa e escreveu a sua tese sobre o escritor angolano Luandino Vieira. A estreia literária de Ondjaki aconteceu em 2000, com o livro de poesia Actu Sanguíneu (Menção Honrosa do Prémio Literário ‘António Jacinto), seguido do livro de memórias de infância ‘Bom dia, camaradas’, em 2001.

Em 2008, Ondjaki recebeu o Prémio Grinzane for Africa, na categoria de ‘Melhor Jovem Escritor’. Em 2012, o também realizador foi nomeado pelo jornal The Guardian como um dos “cinco melhores escritores africanos”.

Em Abril de 2014, foi indicado como um dos 39 escritores com menos de 40 anos da África Subsaariana foram escolhidos como parte do prestigiado projecto ‘Africa39 do Hay Festival’. Ganhou o Prémio Saramago (2012), em Portugal, e o Prix Littérature-Monde, em França, em 2016.

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