Interregno do 11 de Novembro leva 1.º de Agosto e Petro a ‘abrigarem-se’ no 22 de Junho e Coqueiros

O director do Estádio 11 de Novembro, Luís Cazengue, esclareceu esta quinta-feira, 28, em entrevista exclusiva ao !STO É NOTÍCIA, a polémica à volta do estado da nova catedral do futebol nacional, que nos últimos dias tem sido tema de acesos debates públicos por aficcionados do futebol nacional.

O debate tem sido motivado por uma alegada proibição de utilização do 11 de Novembro por parte da Confederação Africana de Futebol (CAF). Convidado a apresentar a versão oficial dos factos, Luís Cazengue apontou as obras de melhoria, que decorrem naquele recinto, como sendo a razão da interdição por alguns dias, isto é, até 12 de Novembro, data em que os Palancas Negras recebem os Faraós do Egipto, a contar para a penúltima jornada do grupo de apuramento ao Mundial de 2022, no Qatar.

Com este interregno de pelo menos duas semanas, o Petro de Luanda e 1.º de Agosto são as mais prejudicadas, uma vez que são equipas que têm o estádio 11 de Novembro como seu ‘quartel-general’. Como recurso, os dois clubes terão de usar o 22 de Junho, do Interclube, bem como o municipal dos Coqueiros, na baixa de Luanda.

“As pessoas estão a alimentar mentiras. Não é verdade que a CAF tenha interditado o estádio. Em função das obras de melhoria que estão a ser feitas, a Comissão Técnica das Obras informou à CAF que — em função do jogo entre Angola e o Egipto, e a fim de termos a relva em perfeitas condições no dia deste encontro —, decidiu encerrar temporariamente o acesso ao Estádio 11 de Novembro, enquanto terminamos o trabalho”, explicou Luís Cazengue, gestor indicado pela ministra da Juventude e Desportos.

No próximo domingo, por exemplo, para a jornada cinco, o duelo entre 1.º de Agosto e o Kuando-Kubango FC será disputado no 22 de Junho, no Rocha Pinto, segundo avançou o elenco dirigido pelo general Carlos Hendrick.

Apesar de neste fim-de-semana jogar na condição de visitante, o Petro de Luanda, liderado por Tomás Faria, já negoceia com a direcção do Estádio dos Coqueiros, no sentido de “oferecê-los abrigo”, enquanto a catedral da Camama estiver condicionada.

O Ministério da Juventude e Desportos avançou um custo 50 milhões de kwanzas, só com os trabalhos de melhoria dos cacifos, balneários públicos e dos jogadores e da relva. Já o Orçamento Geral de Estado em exercício, antes da sua revisão, prévia um custo de mil milhões de kwanzas para as obras de reabilitação do 11 de Novembro.

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