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Guiné-Bissau. Partido no poder avisa que não vai permitir ditadura de Embaló

O líder do Movimento de Alternância Democrática (MADEM-G15), partido no poder na Guiné-Bissau, alerta que não vai permitir a implementação da ditadura no país e desculpa-se ao povo guineense pelas constantes interferências políticas das autoridades até nos assuntos religiosos.
As declarações de Braima Camará surgem na sequência dos posicionamentos do Presidente guineense Umaro Sissoco Embaló, que se assume como um militar no poder para “pôr ordem” no país.
O líder do MADEM-G15 está revoltado com o facto de o governo fixar uma data para a ‘Festa de Sacrifício’ dos muçulmanos, em desacordo com a data inicialmente apontada pelas organizações islâmicas.
“Gostaria que este regime fosse exemplar. Não vamos permitir a ditadura na Guiné-Bissau. Definitivamente, os guineenses devem entender-se e temos que respeitar o Estado de Direito Democrático”, avisou Braima Camará, citado pela DW África.
Os líderes religiosos disseram que acataram a imposição para atender a indicação feita pelo Presidente da Guiné-Bissau, Umaro Sissoco Embaló. O político guineense do Movimento de Alternância Democrática pediu “contenção” aos muçulmanos.
“Não podia perder esta oportunidade para apelar às autoridades que aceitem separar águas, porque não podem impor dias da reza”, disse o líder político, sem nunca mencionar o nome do Presidente guineense, acusado por vários sectores de querer implementar a ditadura na Guiné-Bissau e de não respeitar a separação de poderes com constantes intervenções na governação.
Umaro Sissoco Embaló é apontado como um “omnipresente” na governação da Guiné-Bissau, dirigindo sempre as reuniões do Conselho de Ministros. O Presidente da Guiné-Bissau tem demonstrado intenção de mudar o regime político em vigor no país, de semi-presidencialismo para o presidencialismo.
Há um mal-estar entre o estadista guineense e o líder do partido que o representa.  Braima Camará já admitiu o assunto publicamente. Sissoco é o seu terceiro coordenador no MADEM-G15, partido que suportou a sua candidatura presidencial. O partido até já apresentou ao chefe de Estado, por escrito, a sua insatisfação com a sua decisão unilateral de reduzir pastas ministeriais ao MADEM no Governo, sem concertação ou um aviso.
*Com a DW
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