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Espanha, EUA e Reino Unido desaconselham viagens para capital nigeriana

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Espanha, Estados Unidos e Reino Unido actualizaram as respectivas recomendações de viagem relativas à Nigéria, desaconselhando os seus nacionais a viajarem para Abuja, capital daquele país da África Ocidental, devido ao aumento do risco de ataques.

Ministério espanhol dos Negócios Estrangeiros deixa claro no seu portal na internet que “a Nigéria é um país de muito alto risco do ponto de vista da segurança”, pelo que desaconselha as viagens para o país.

O governo espanhol sublinha, por outro lado, que “nenhuma zona da Nigéria está livre de riscos de segurança” e que existe o risco de “ataques, raptos e níveis elevados de insegurança dos cidadãos” em muitas regiões do país, “incluindo áreas anteriormente consideradas seguras, tais como a capital, Abuja”.

Também os Estados Unidos e o Reino Unido alertaram os seus nacionais durante o passado fim-de-semana para possíveis ataques.

“Há um risco elevado de ataques terroristas na Nigéria, especificamente em Abuja”, alertou a embaixada dos Estados Unidos em Abuja, avisando que os seus serviços na capital nigeriana seriam reduzidos “até novo aviso”.

O Ministério britânico dos Negócios Estrangeiros alertou igualmente para um risco crescente de ataques em Abuja, sublinhando que estes “podem ser indiscriminados e afectar interesses ocidentais, bem como locais visitados por turistas”.

O Departamento de Estado norte-americano autorizou, por outro lado, na terça-feira, 25, a saída do país de “funcionários e familiares não essenciais do governo dos Estados Unidos”, justificando essa decisão com o aumento do risco de ataque.

O Ministério espanhol dos Negócios Estrangeiros recomenda aos cidadãos espanhóis que viajem para a Nigéria que tomem “medidas de precaução” e se registem junto da embaixada espanhola em Abuja ou no consulado geral do país vizinho em Lagos como viajantes, a fim de serem mantidos informados, se necessário.

O nordeste da Nigéria tem sido palco de violência levada a cabo por grupos extremistas islâmicos como o Boko Haram e o Estado islâmico na África Ocidental (ISWA) há mais de uma década.

Ambos os grupos terroristas operam principalmente nos estados de Borno, Yobe e Adamawa, mas nos últimos meses têm ocorrido ataques noutros estados nigerianos mais a sul e oeste.

Para além destas ameaças, a Nigéria — mas também, cada vez mais, os países vizinhos — é palco há vários anos da proliferação de máfias organizadas, especializadas no que tem sido designado como a “indústria do rapto” para posterior resgate.

LUSA

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