Endiama injectou USD 70 milhões no Catoca e já detém 41% da participação na sociedade mineira

A Empresa Nacional de Diamantes de Angola (Endiama) injectou, com recursos próprios, em 2021, cerca de 70 milhões de dólares norte-americanos na Sociedade Mineira de Catoca, ampliando a sua participação de 32,8 para 41%, informou, na segunda-feira, 17, o seu presidente do Conselho de Administração, José Ganga Júnior.

De acordo com os dados avançados durante a conferência de imprensa de apresentação das realizações de 2021 e projecções para o exercício corrente, no ano passado, a Endiama investiu mais de 100 milhões de dólares norte-americanos em projectos já em funcionamento, com o objectivo de melhorar a sua prestação e participação.

Por outro lado, com o intuito de ampliar a prestação de serviço e os níveis de produção, fez-se na mina de Luhinga (antigo Lúo) um investimento indirecto na ordem dos 15 milhões de dólares norte-americanos.

Estão igualmente a ser desenvolvidos trabalhos no Luminas, projecto no qual a Endiama detém cerca de 35% e pretende, de acordo com dados avançados pelo Jornal de Angola, passar para até 87%, por via de um investimento de 15 milhões USD.

Em relação à produção de diamantes, o sector produziu cerca de 8,7 milhões de quilates, dos 9,1 milhões previstos, isto é, 3,8% abaixo da meta estabelecida. O não cumprimento da meta, segundo o PCA, deveu-se às limitações de produção derivado do quadro pandémico ligado à Covid-19, que afectou várias instalações mineiras.

Em termos de resultados financeiros, durante o ano 2021, foram recuperados e comercializados 50.750 quilates, gerando receitas no valor de 7,10 milhões de dólares norte-americanos, o que representa um aumento de 69% em relação a 2020; período em que foram recuperados e comercializados 30.041 quilates, obtendo como resultado 2,98 milhões de dólares norte-americanos.

Bernardo Pires

Bernardo Pires

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