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Cimeira US-África. João Lourenço defenderá que é o momento de Washington apostar em Angola

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O Presidente da República, João Lourenço, defendeu, nesta segunda-feira, 28, em entrevista à Televisão Pública de Angola (TPA), que é chegado o momento para uma presença forte do sector privado norte-americano em Angola, e que a sua presença na Cimeira US-África, a realizar-se em Washington, de 13 a 15 de Dezembro, poderá vir a reforçar ainda mais a cooperação com os Estados Unidos da América (EUA).

“A mensagem que levaremos à Cimeira de Washington para o Presidente Biden é a de que gostaríamos de ver maiores investimentos privados norte-americanos no país, para nos ajudar a industrializar e diversificar a economia”, pontuou o chefe do governo angolano.

Durante a entrevista, dirigida pela jornalista correspondente da TPA nos Estados Unidos da América, Hariana Veras, o titular do poder executivo lembrou que, graças à cooperação com o governo americano, o seu governo está a trabalhar para cobrir o país com energia eléctrica proveniente de fontes limpas, com destaque para a fotovoltaica.

“O que vamos dizer ao Presidente Biden é que a América deve apostar mais no nosso continente, porque África tem um potencial económico muito grande”, salientou, augurando que a iniciativa do Presidente Biden “não seja mais uma e, sim, uma cimeira diferente, com resultados a médio e longo prazos”.

Recordar que o Presidente dos EUA anunciou, a meio deste ano, que dará as boas-vindas aos líderes africanos em Washington, como uma nova iniciativa para construir laços com o continente onde a influência da China tem vindo a aumentar.

Biden, entretanto, não especificou a lista de convidados para a cimeira. Quando o ex-Presidente Barack Obama realizou uma cimeira semelhante, em 2014, convidou a grande maioria dos líderes, mas recusou incluir a República Centro-Africana, Eritreia, Sudão e Zimbabwe, devido a preocupações com os direitos humanos e com a democracia.

A Cimeira US-África marca o regresso da atenção de alto nível dos EUA após a Presidência de Donald Trump, que não fez segredo da sua falta de interesse pelo continente africano.

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