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Ucrânia. Zelensky recorre à rede social Telegram para, irritado, pedir apenas 1% dos tanques e aviões da NATO

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O Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, pede mais ajuda militar e armamento “a ganhar pó” no Ocidente e avisa que é impossível libertar Mariupol sem mais tanques.

O Presidente ucraniano voltou ao Telegram na noite deste sábado, deixando um novo apelo irritado ao Ocidente, para que apoie militarmente a Ucrânia. Volodymyr Zelensky diz mesmo que o seu país só pede 1% dos tanques e aviões da Organização do Tratado do Atlântico Norte (NATO, na sigla inglesa).

Citado pela Reuters, Zelensky vincou o arsenal parado dos países que têm apoiado as forças armadas ucranianas, e sugeriu que este arsenal não é enviado por “medo” de Moscovo.

“Isto é o que os nossos parceiros têm, o que está simplesmente a ganhar pó. Isto não é só para a liberdade da Ucrânia, é pela liberdade da Europa”, apelou Zelensky, afirmando que está à espera há demasiado tempo.

O Presidente ucraniano pediu mais armamento antiaéreo e anti-tanques, assim como mais armas, aviões e veículos armados. Para aquele país, bastava apenas 1% da aviação da NATO e 1% dos tanques para a Ucrânia sobreviver à invasão, afirmou o líder ucraniano.

“Estamos à espera há 31 dias. Quem manda na comunidade Euro-Atlântica?”, questionou. “É realmente Moscovo, graças à intimidação.”

Russos pagarão com “ódio e desdém”

Zelensky também deixou uma forte mensagem às forças russas, à semelhança do que já tem feito através dos vídeos na rede social Telegram. O líder ucraniano garantiu que o país iria vencer a guerra, respondendo à invasão com “ódio e desdém”.

“Os camponeses ucranianos têm detido pilotos russos de aviões abatidos na nossa terra. As nossas ‘forças tratores’, os agricultores ucranianos, encontram equipamento russo nos campos, deixado pelos invasores. Na verdade, é a melhor decisão: é melhor escapar que morrer”, rematou Zelensky.

O Presidente mencionou também Mariupol, a cidade mais devastada e fustigada pelo cerco russo, onde centenas de milhares de pessoas continuam presas nos escombros da cidade.

“Desejo pelo menos 1% da sua coragem [dos ucranianos a defender Mariupol] aos que pensam durante 31 dias sobre como transferir uma dúzia ou duas de aviões ou tanques”, insistiu.

*Texto Lusa

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