Queda na exportação petrolífera derruba receita para 24,4 mil milhões USD em 2025
O país registou uma diminuição de 9,28% no volume das exportações de petróleo em 2025, resultando numa quebra de 22% do total da receita face ao ano de 2024, revelou, nesta quinta-feira, 29, o secretário de Estado para o Petróleo e Gás, José Barroso.
Os dados apresentados pelo governante revelam que, durante o ano de 2025, foram vendidos cerca de 357,10 milhões de barris de petróleo bruto, menos 39,5 milhões (9,28%) se comparado ao ano de 2024, quando foram exportados 396,6 milhões de barris.
Em consequência do recuo na exportação, o país arrecadou um total de 24,4 mil milhões de dólares norte-americanos, uma redução de 22,16% comparativamente a 2024.
Segundo José Barroso, o petróleo bruto foi comercializado no ano passado ao preço médio de 68,4 dólares por barril, um decréscimo de 14,19% em relação a 2024. Ou seja, não foi só a inclinação da exportação, mas a queda do preço do crude também influenciou negativamente no facturamento.
Os especialistas chamam esse fenómeno de ‘efeito tesoura’, isto é, duas coisas negativas aconteceram no período em referência: primeiro é que o país teve menos produto para colocar no mercado, e, segundo, além de vender menos, cada barril vendido foi pago a um preço mais baixo.
José Barroso, que apresentava os resultados da produção petrolífera relativos ao quarto trimestre de 2025, disse ainda que a China, Índia e Indonésia foram os principais destinos das exportações de petróleo angolano no ano passado, com 58,57%, 11% e 8,28%, respectivamente.
Em relação ao quarto trimestre de 2025, o governante avançou que o país arrecadou receitas no montante de 5,87 mil milhões de dólares com a exportação petrolífera, representando uma redução de 4,56% em comparação ao período homólogo de 2024.
O secretário de Estado para o Petróleo e Gás disse também que foram exportados, no quarto trimestre do ano passado, 93,94 milhões de barris de petróleo ao preço médio de 63,7 dólares por barril.
Quanto ao valor bruto correspondente ao volume exportado, sublinhou que foi verificada uma redução de 19,42%, em termos homólogos, face a 2024, e de 7,07% relativamente ao trimestre anterior.
No último trimestre de 2025, a China continuou a liderar o principal destino das exportações de petróleo bruto angolano, com 53,34% do volume exportado, seguindo-se a Índia e a Indonésia com 15,04% e 9,31%, respectivamente.
No que se refere às exportações de gás natural, o país embolsou 3,2 mil milhões de dólares, com cerca 5,8 milhões de toneladas métricas exportadas.