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Lucro do BFA cresceu 74,6% em 2021 e ultrapassou os 156 mil milhões de kwanzas

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O Banco de Fomento Angola (BFA) obteve um resultado líquido de 156,5 mil milhões de kwanzas no exercício económico de 2021, representando um crescimento de 74,6% face a 2020, altura em que obteve um lucro de 89,8 mil milhões de kwanzas, segundo o relatório e contas da instituição recentemente divulgado.

O aumento do resultado líquido em quase 66,6 mil milhões de kwanzas deveu-se ao impacto positivo na evolução dos principais indicadores de rentabilidade do banco, mais concretamente no que ao Retorno sobre Activos (ROA) diz respeito, registando uma variação acima de 2,1 pontos percentuais e totalizando 5,7%.

“O desempenho financeiro do Banco é resultado da excelência e esforço do nosso mais valioso activo, os nossos colaboradores, que abraçaram ao longo do ano inúmeros desafios que permitiram ao BFA o cumprimento da sua missão junto dos seus clientes e restantes stakeholders”, sublinhou o presidente da Comissão Executiva (PCE) do BFA, Luís Gonçalves.

O PCE destacou ainda que os bons resultados registados em 2021, tanto no plano operacional como financeiro, reflectem a ambição do BFA em ser o “banco de todos os angolanos, bem como em manter a sua liderança e referência no sector financeiro nacional”.

Os dados do relatório indicam ainda que o índice do crédito a clientes teve uma variação positiva de 5,9%, tendo-se fixado em 352,9 mil milhões kz, ao passo que os recursos de clientes tiveram uma variação negativa de 11%, fixando-se em 2.005,3 mil milhões de kwanzas.

O rácio de transformação em moeda nacional foi de 38,6%, o que, segundo o documento, “traduz o compromisso do banco em continuar a servir de catalisador do dinamismo da economia nacional, apesar do contexto macro-económico adverso”.

Quanto ao crédito malparado, o rácio do BFA cifrou-se em 3,6%, uma redução de -2,1 pontos percentuais face ao período homólogo, e muito abaixo da média estipulada pelo Sistema Financeiro Angolano (20,26 %).

Por outro lado, os Capitais Próprios diminuíram 15,2% face a 2020, estimando-se num valor total de 422,1 mil milhões kz em 2021.

De acordo com o banco, esta variação negativa deve-se à redução de 36,3% das reservas e resultados transitados de exercícios anteriores, mas, não obstante, “os níveis de capital mantiveram-se muito acima da média do Sistema Financeiro e limites regulamentares, o que reforçou a solidez e robustez do Balanço do BF”, acrescenta a nota.

Em 2021, a margem financeira do BFA atingiu um total de 199,4 mil milhões kz, o que se traduziu num crescimento de 6,8% face ao período homólogo.

“A variação positiva da margem resultou essencialmente do aumento dos juros e rendimentos similares: proveitos de crédito (+23,2%) e dos proveitos de títulos (8,5%). Em contrapartida, o produto bancário registou uma diminuição de 12%, consequência da redução da margem complementar (52%), com destaque para uma diminuição nos resultados cambiais (67%) e outros proveitos líquidos (69,8%)”, justifica o relatório do BFA.

No que diz respeito às negociações na Bolsa de Dívidas e Valores de Angola (BODIVA), do total de negócios realizados em 2021, o BFA obteve uma quota de participação superior a 55,3% e uma quota de 29,4%, quando analisado o montante dos negócios.

Até final de 2021, o BFA tinha mais de 13 mil contas activas abertas junto da Central de Valores Mobiliários da BODIVA (CEVAMA), o que representa um crescimento de 48,5% e um peso de 55,7% no total de contas da CEVAMA.

Bernardo Pires

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