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Laborinho: Jornalistas devem estar melhor identificados para terem “tratamento diferenciado” dos agentes da PN

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O ministro do Interior, Eugénio Laborinho, pediu, esta quarta-feira, 13, ao Sindicato dos Jornalistas Angolanos (SJA) que apele aos profissionais da comunicação social “a estarem melhor identificados” no exercício de suas funções, com destaque na cobertura de manifestações, para que “possam ter um tratamento diferenciado” por parte das forças de ordem e segurança pública.

“No âmbito da cooperação institucional, esperamos que o Sindicato dos Jornalistas Angolanos apele aos jornalistas a estarem melhor identificados no exercício da sua actividade, para facilitar o trabalho das forças da ordem, permitindo um tratamento diferenciado”, apelou o ministro do Interior, durante o encontro que manteve com os representantes do SJA, da Comissão da Carteira e Ética (CCE) e do Instituto para a Comunicação Social da África Austral (MISA-Angola).

Eugénio Laborinho lamentou as detenções de jornalistas por parte dos efectivos da polícia ocorridas nos últimos meses e assegurou que o Minint “tudo tem feito para assegurar uma relação saudável com a classe jornalística”.

Durante a reunião, da qual fizeram parte altos responsáveis ministeriais e do Comando-Geral da Polícia Nacional, Eugénio Laborinho garantiu que aquele departamento ministerial quer e pretende que “as relações entre o Ministério do Interior e os jornalistas angolanos e estrangeiros sejam excelentes e em conformidade com os desígnios da lei”.

De acordo com o  secretário-geral do SJA, Teixeira Cândido, nos últimos anos, tem sido recorrente a detenção de jornalistas durante a cobertura de manifestações, mesmo quando estes se encontram devidamente identificados com as suas respectivas carteiras profissionais, documento único exigido por lei para que os profissionais possam desempenhar as suas actividades laborais.

“De Agosto até à presente data, temos informações de quatro casos de detenções de jornalistas, fundamentalmente em Luanda. Profissionais que se viram impedidos de exercer as funções, porque estavam a cobrir manifestações”, salientou o sindicalista, tendo levantado a hipótese de haver mais casos nas demais províncias, que, em função das limitações no acesso aos dados, até então não foram reportados ao órgão sindical.

No fim do encontro, Teixeira Cândido disse que ficou acordado que o órgão sindical estudaria um mecanismo que permita a identificação mais rápida e de fácil visibilidade para os jornalistas durante as suas actividades.

Em contrapartida, do lado do Minint, ficou o compromisso de se respeitar os direitos e salvaguardar a integridade física dos profissionais de jornalismo durante a cobertura de actividades massivas, como o caso de manifestações ou protestos.

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1 Comentário

  • Este sim é um maluco que não sabe do que faz. Não seria somente os agentes da polícia terem um comportamento mais humano a abordarem simples cidadãos?

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