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João Lourenço aproveita reunião do Comité Central do MPLA para lançar velhas farpas à UNITA

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O presidente do MPLA, João Lourenço, disse, nesta terça-feira, 18, em Luanda, durante a IV Sessão Ordinária do Comité Central — o órgão colegial do partido no poder — que a abertura democrática trouxe ao país maior liberdade de expressão e de imprensa, razão pela qual alguns partidos têm aproveitado esse facto para “passarem a imagem de defensores dos interesses angolanos”.

“Contudo, alguns deles dizem-no apenas para procurar conquistar a simpatia do povo, mas as suas práticas demonstram precisamente o contrário”, criticou o líder dos ‘Camaradas’, sem fazer, inicialmente, qualquer alusão ao nome do seu principal adversário político.

Entretanto, na sequência do seu discurso, e mesmo sem trazer à sua fala o nome ‘UNITA’, João Lourenço deixou claro que o destinatário daquelas farpas tinha um rosto e que a sua alocução pretendia ser fiel a um ‘facto histórico’ do país, que volta e meia é usado como pedra de arremesso pelos seus correligionários do partido.

“A verdade nos diz que os mesmos que nunca aceitaram os resultados eleitorais desde as primeiras eleições gerais em Angola, também nunca votaram a favor do Orçamento Geral do Estado há 31 anos consecutivos”, lembrou o também Presidente da República, fazendo, porém, aquilo que chamaríamos de depuração entre o trigo e o joio, não se sabendo ao certo quem seria o trigo e quem representaria o joio nesse processo de purificação:

“No entanto, é justo reconhecer que no Parlamento existem partidos políticos que vêm tendo ao longo dos anos uma postura séria, responsável e patriota”.

O líder do MPLA considerou, por outro lado, que o grande desafio do seu partido hoje está na execução das políticas económicas elaboradas pelo executivo e que estão assentes no Programa de governação sufragado nas urnas, que, segundo João Lourenço, “se vêm mostrando acertadas e que garantem o desenvolvimento económico sustentado” de Angola e o bem-estar do povo angolano.

João Lourenço disse ainda que os governos concebem e executam políticas públicas em benefício dos cidadãos no geral, no entanto, ressaltou a atenção particular prestada a segmentos específicos da sociedade, como os jovens, a mulher, a criança, os velhos e os portadores de deficiência.

A propósito de segmentos sociais, a reunião do Comité Central do MPLA, que reuniu os Camaradas no Futungo de Belas, teve como tema de debate o ‘Impacto das Políticas Públicas na vida da Juventude’, uma franja da sociedade para quem o executivo do MPLA afirma estar a dedicar particular atenção na sua governação.

Durante o seu discurso, o presidente do MPLA enumerou um conjunto de iniciativas inseridas no Programa de Investimento Público (PIP) e do Plano Integrado de Intervenção nos Municípios (PIIM) destinados a assegurar projectos ligados à juventude.

“O executivo angolano tem vindo a aumentar a oferta de postos de trabalho, de habitação, de estabelecimentos de ensino de todos os níveis, de unidades hospitalares de diferentes categorias, de infra-estruturas desportivas para a prática de desporto, da formação técnico-profissional dos jovens com distribuição gratuita de kits e incentivando os jovens a enveredar também para o empreendedorismo”, realçou.

Para o presidente do MPLA, os concursos públicos que se realizam desde 2019, de admissão de profissionais para a saúde pública e para a educação, já têm a juventude como um dos seus principais destinatários.

“Acreditamos que os programas especiais de fomento da produção de grãos, da pecuária e das pescas, suportados por uma linha de crédito do BDA [Banco de Desenvolvimento Angolano] aprovada pelo executivo, vão também contribuir para o aumento de postos de trabalho”, assegurou.

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