João Lourenço acusa oposição de querer destruir o MPLA queimando os seus comités locais

O presidente do MPLA, João Lourenço, acusou, nesta terça-feira, 5, em Ondjiva, no Cunene, os partidos da oposição, e mais concretamente a UNITA — muito embora sem a mencionar nominalmente —, de pretender destruir o seu partido “queimando os seus comités locais”.

“Eles destruíram o comité do partido de Talatona, no dia 10 de Janeiro do corrente ano; vandalizaram o comité do partido em Sanza Pombo mais recentemente. No lugar desses dois, hoje inaugurámos um que é dez vezes superior do que aqueles dois juntos. Portanto, se eles acham que o caminho certo é destruir os comités do MPLA, então podem destruir mais cem. Nós vamos construir mais mil”, desafiou João Lourenço, quando discursava no acto de lançamento da pré-campanha eleitoral do seu partido.

O líder dos Camaradas afirmou que há anos que os adversários do MPLA lutam para o destruir, mas as eleições têm sido o principal barómetro para se compreender o “fracasso” desses intentos.

“Há anos que estão a tentar. Treinam e treinam mais, e chegam no dia do jogo, perdem o jogo. Na cabeça deles, vencer o MPLA é destruir o MPLA. Mas destruir o MPLA como? Destruir as infra-estruturas do MPLA, queimar as sedes do MPLA, o mobiliário, partir as paredes. Eles acham que vão acabar com o MPLA assim?”, questionou João Lourenço, afirmando: “O MPLA são as pessoas”.

Apesar de não pretender responder, dando o troco pela mesma moeda, João Lourenço recusa-se “oferecer o outro lado da face”, mas promete uma resposta que não passará pela destruição dos comités alheios.

“O que eles estão a fazer merece uma resposta. Qual resposta? A melhor chapada que podemos dar a eles é derrotá-los nas eleições. Mas derrotá-los de forma copiosa. A derrota deles não pode ser pequenina. Tem que ser uma derrota grande que vão levar anos a se levantar”, apelou o presidente dos Camaradas, quando se dirigia aos seus militantes.

“O povo do Cunene é daqueles que entra para o ringue com a vontade de vencer o adversário, mas nunca está satisfeito com o simplesmente vencer. O povo do Cunene, quando entra para o ringue, é para vencer, não só vencer, mas desferir um KO ao adversário”, continuou o presidente do MPLA, que disse ter levado para o Cunene os 18 primeiros-secretários provinciais do seu partido para que o povo do Cunene lhes ensine como é que se dá o KO.

“Todo este trabalho que realizámos ao longo do mandato, todas as realizações que fizemos em prol do Povo angolano, deve ser interpretado como um pedido humilde que estamos a fazer ao povo angolano para nos ajudar a dar esse KO. E acreditamos que o povo angolano não nos vai virar as costas. No dia do voto, vai segurar no nosso braço para darmos o KO aos nossos adversários”, afirmou, referindo-se às próximas eleições.

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