JLo diz que o seu governo ficou a 40 mil postos de trabalho de cumprir a meta dos 500 mil prometidos em 2017

O presidente do MPLA, João Lourenço, revelou, no sábado, na província do Huambo, num acto político de massas no âmbito do programa de pré-campanha, que o seu governo conseguiu criar, desde 2018, cerca de 460 mil postos de trabalho, ficando assim a 40 mil de alcançar uma das metas com a qual havia se comprometido em 2017.

O programa eleitoral apresentado pelo MPLA previa, além da institucionalização das autarquias locais — que não se concretizou até então —, a criação de 500 mil postos de trabalho, uma meta que João Lourenço assume ter chegado perto, justificando o “insucesso” com a situação pandémica mundial.

“De 2018 à presente data, portanto em cerca de quatro anos, o executivo gerou cerca de 460 mil postos de trabalho. Cerca de 460 mil cidadãos angolanos ganharam emprego nos mais variados sectores da nossa economia”, anunciou João Lourenço, quando discursava no comício realizado no campo adjacente ao aeroporto Albano Machado, no Planalto Central.

O presidente do MPLA, que lamentou o facto de em pouco menos de dois anos de pandemia da Covid-19 se terem perdido “alguns destes postos de trabalho” — sem, no entanto, apontar o número desses empregos perdidos — disse que dois sectores sociais contribuíram de forma directa para que se tivesse alcançado tal “feito”.

“Nós estamos a fazer admissões na função pública em números consideráveis, particularmente nos sectores sociais da educação e da saúde. Há dias, a ministra da Educação anunciou o ingresso de cerca de sete mil profissionais na educação nos próximos tempos. Isto já vem acontecendo no sector da saúde, onde, nos últimos anos, temos admitido um número nunca inferior a cinco mil, sete mil por ano”, sustentou o líder dos Camaradas.

João Lourenço garantiu ainda a continuidade destas admissões, a fim delas acompanharem o ritmo de construção de infra-estruturas nos sectores da educação e da saúde”, abrangendo não apenas o sector público, mas também o privado, que, segundo o presidente do MPLA, “cresce todos os dias, com a abertura de novas unidades industriais, agrícolas, de pescas” e de outros sectores da economia.

Emprego informal

João Lourenço referiu-se também à economia informal, reconhecendo as dificuldades de um sector que abrange sobretudo a população feminina. “Estes nossos concidadãos sofrem muito com esta forma de ganhar a vida”, disse o presidente do MPLA, para depois anunciar aquilo que considerou “orgulhosamente” como um feito do seu governo: o Programa de Reconversão da Economia Informal (PREI):

“O Estado vem trabalhando no sentido de pouco e pouco ir retirando as pessoas da informalidade e é com orgulho que devo anunciar que já conseguimos retirar da informalidade, através do programa a que eu há bocado me referi, cerca de 155 mil cidadãos angolanos, que saíram da informalidade e passaram para a economia formal”.

O número, porém, não satisfaz o líder dos Camaradas que prometeu continuar a lutar e a trabalhar no sentido de ampliá-lo “consideravelmente”.

“Não estamos satisfeitos com estes números. 155 mil é pouco. Temos que multiplicar isso por dez, por 15, por 20, para irmos reduzindo cada vez mais a percentagem da economia informal no quadro da nossa economia no geral”, frisou João Lourenço.

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