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INAC revela que 60 das 250 vítimas de abusos sexuais praticados por professores se encontram grávidas

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Mais de 60 menores de idade, das 250 que foram alvos de abusos sexuais por parte de professores, no primeiro semestre deste ano, encontram-se em estado de gravidez. A revelação foi feita à imprensa pelo director-geral do Instituto Nacional da Criança (INAC), Paulo Kalesi.

De acordo com aquele responsável, no total, a instituição registou 1.116 casos de violência sexual, dos quais 250 praticados por agentes da educação em várias províncias do país.

Paulo Kalesi, que falava na apresentação da segunda fase da ‘Campanha Nacional de Prevenção e Combate à Violência Sexual Contra a Criança’ — em que estiveram directores e coordenadores de turmas das escolas do município de Luanda — referiu que os casos foram todos registados no primeiro semestre deste ano, entre Janeiro e Agosto.

“Temos muitos casos de professores a abusar de crianças. Queremos apelar às direcções de escolas para que, além do processo disciplinar, instaurem o devido processo-crime, para desencorajar tal prática”, apelou Paulo Kalesi.

“Queremos deixar um desafio para as escolas colocarem dizeres nas paredes contra o abuso sexual à criança”

O director-geral do INAC lamentou o facto de o INAC tomar conhecimento de que os professores acusados de violação sexual contra as crianças, não estarem detidos, por chegarem a acordos com as famílias, sendo que alguns entregam mensalmente de 25 a 50 mil kwanzas.

“Queremos deixar um desafio para as escolas colocarem dizeres nas paredes contra o abuso sexual à criança, no sentido de despertar a comunidade escolar e ajudar a proteger os menores em todas as dimensões”, apelou.

A par dos casos de abusos nas escolas, ruas e nas igrejas, o responsável lembrou que a maior preocupação da instituição tem a ver com aquelas violações sexuais no seio da família.

“Qualquer pessoa que tenha conhecimento duma criança vítima de abuso sexual deve denunciar, a partir dos meios disponíveis”

Paulo Kalesi assegurou que o INAC vai continuar a trabalhar com os parceiros, dentre os quais as igrejas, as autoridades tradicionais e profissionais dos meios da comunicação social, de modo a levantar o problema e encontrar soluções mais próximas do contexto angolano.

O director do INAC pediu aos pais e encarregados de educação que redobrem o diálogo sobre a sexualidade com os filhos, de modo a despertá-los mais em relação a esta temática.

O responsável chamou a atenção para a necessidade da cultura da denúncia por parte das famílias.

“Qualquer pessoa que tenha conhecimento duma criança vítima de abuso sexual deve denunciar, a partir dos meios disponíveis, como os números 15015 ‘SOS-Criança’ e 111, da Polícia Nacional, e nas esquadras mais próximas das comunidades.

Em função das estatísticas, o INAC realiza, desde o mês de Março deste ano até Março do próximo ano, uma campanha contra os crimes de abusos sexuais, que vai agora contar com um maior envolvimento de responsáveis das instituições de ensino.

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