Identificadas no Cunene mais de 32 mil crianças que sofrem com desnutrição aguda

Mais de 32 mil crianças com desnutrição aguda e moderada vivem nos municípios do Cuanhama, Namacunde e Cuvelai, revelou o vice-governador do Cunene para o Sector Social, Político e Económico, Apolo Ndinoulenga, durante a apresentação do projecto denominado “Crescer”, do Instituto Superior Politécnico de Ondjiva, no Cunene.

O projecto é uma iniciativa dos estudantes de Enfermagem da instituição de ensino superior, e tem como finalidade ajudar a reduzir o número elevado de casos de desnutrição crónica, provocada pela seca e fome em crianças menores de cinco anos nas províncias da Huíla e Cunene.

Financiado pela União Europeia e implementado pelo programa de Fortalecimento da Resiliência e da Segurança Alimentar e Nutricional em Angola (FRESAN), o projecto “Crescer” conta ainda com outros parceiros internacionais.

Ouvido pelo Jornal de Angola, Apolo Ndinoulenga frisou que o Executivo angolano tem vindo a implementar políticas nacionais e a criar sinergias com os seus parceiros, visando dar resposta imediata aos casos de insegurança alimentar e nutricional no seio das comunidades.

O Cunene continua a ser a província com a fatia mais “pequena”  Orçamento Geral do Estado (OGE) para  2022. A província vai receber apenas 0,39% da receita total no próximo exercício económico, isto é, 73.991.825.394,00kz (73,9 mil milhões kwanzas).

O Cunene é também a região do país mais afectada pela seca e pela praga de gafanhotos, deixando mais de cinco milhões de pessoas, incluindo mulheres e crianças, à beira do risco de morrerem à fome e por falta de água.

*Com Jornal de Angola

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