China é acusada de disparar canhões de água contra embarcações filipinas

As autoridades filipinas acusaram, nesta quinta-feira, 17, a guarda costeira chinesa de disparar canhões de água contra as embarcações que reabasteciam militares filipinos no recife de Whitsun, no disputado Mar do Sul da China.

O ministro filipino dos Negócios Estrangeiros, Teodoro Locsin, reportou que o ataque ocorreu na terça-feira, 16, quando os barcos filipinos se dirigiam para o atol Second Thomas, nas disputadas ilhas Spratly, sitas no mar do Sul da China, tendo sido interpelados por três navios chineses que “bloquearam a passagem e dispararam canhões de água”.

Locsin assegurou, através da sua conta no Twitter, que não houve nenhum ferimento, mas adiantou que os barcos tiveram de interromper a missão para evitar o pior.

“Felizmente, ninguém ficou ferido, mas os nossos barcos tiveram de interromper a missão de reabastecimento”, disse Locsin, considerando “ilegal o comportamento dos navios chineses que bloquearam a passagem e dispararam canhões de água” contra as suas embarcações.

O governante filipino adiantou ter enviado à Pequim uma mensagem de “indignação, condenação e protesto” pelo incidente ocorrido, salientando que “a China não tem o direito de fazer cumprir a lei nestas áreas e arredores”.

O ministro descreveu os navios filipinos como “públicos”, afirmando tratar-se de navios civis, e garantiu estarem cobertos por um pacto de defesa mútua com os Estados Unidos da América (EUA).

As tensões em torno deste mar, rico em recursos naturais, têm vindo a aumentar este ano depois de centenas de embarcações chinesas terem sido avistadas perto do disputado recife de Whitsun, que também faz parte do arquipélago das Spratly.

O Mar do Sul da China é disputado entre a China, Malásia, Filipinas, Taiwan e Vietname, mas as autoridades chinesas revindicam autoridade “absoluta” sobre a zona.

Em Julho deste ano, o secretário da Defesa norte-americano, Lloyd Austin, considerou infundadas as reivindicações históricas apresentadas por Pequim sobre o Mar do Sul da China, tendo afirmado que “não têm fundamento no quadro do direito internacional”.

Na ocasião, Lloyd Austin garantiu que os “Estados Unidos não vão recuar perante ameaças contra os interesses de Washington”, relativos ao disputado mar asiático.

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