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Carlos Morais exige mais respeito por parte da FAB pelos anos que esteve ao serviço da seleção nacional

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O extremo-base angolano Carlos Morais manifestou-se “injustiçado” pela ausência na selecção nacional de basquetebol e exigiu mais respeito por parte da Federação Angolana de Basquetebol (FAB) pelo percurso feito com a camisola nacional.

O jogador angolano, que reafirmou a sua prioridade com o Petro de Luanda, equipa com a qual mantém um vínculo contratual de mais um ano, ficou de fora dos convocados do selecionador nacional, Pep Clarós, sem que lhe tivessem sido dadas “explicações plausíveis”.

“Sinto-me injustiçado de alguma forma, mas vou continuar a trabalhar no meu clube, talvez no futuro possa regressar à selecção nacional”, referiu, aludindo ao facto de Pep Clarós ter prescindindo dos seus préstimos, visando o Mundial da FIBA 2023, que se disputa de 25 de Agosto a 10 de Setembro, nas Filipinas, Indonésia e Japão.

Em declarações à imprensa, no último domingo, durante a gala ‘Tricolores de Ouro 2023’, decorrida em Luanda, o jogador afirmou desconhecer o motivo da ausência, atribuindo total responsabilidade aos critérios da FAB.

Nas várias entrevistas concedidas à imprensa e pronunciamentos nas suas plataformas digitais, Carlos Morais descreve com reserva a sua relação com a direcção da FAB e com o seleccionador espanhol.

A título de exemplo, Carlos Morais chegou mesmo a dizer que, enquanto líder do conjunto nacional, Pep Clarós nunca lhe dirigiu a palavra, lamentando igualmente o facto de sequer existir saudação por parte do técnico, sem perceber o porquê.

Entretanto, o atleta “exige”, por isso, mais respeito em função do seu contributo ao longo dos anos ao serviço das selecções nacionais, numa ‘novela’ que se transferiu para as redes socais, com pronunciamentos a seu favor por parte de figuras, como, por exemplo, o antigo futebolista e capitão da selecção nacional sénior masculina de futebol, Akwá.

Carlos Morais não integra a selecção nacional desde o Afrobasket 2021, disputado no Rwanda.

Em Novembro de 2021, Morais solicitou que não fosse convocado para a primeira ‘janela de qualificação’ para o evento da Ásia.

A partir daí, nas ‘janelas’ seguintes, que decorreram em Abidjan (Côte d’Ivoire) e em Luanda (Angola) — esta última em Fevereiro —, o jogador não constou dos pré-convocados.

Na ocasião, o seleccionador nacional justificou que o extremo angolano não tem constado das convocatórias devido às constantes manifestações de indisponibilidade, como “contratempos pessoais e uma lesão”, que, entretanto, a equipa médica da selecção nunca teria confirmada.

Na sequência, o presidente da FAB, Moniz Silva, afirmou que a ausência do extremo-base do Petro de Luanda é meramente de fórum técnico e que cabia a Pep Clarós convocar quem na sua óptica reunisse os requisitos.

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