Banco Mundial prevê crescimento da economia angolana em 3,1% este ano e 2,8 em 2023

O Banco Mundial (BM) prevê que a economia nacional cresça 3,1% este ano e registe um ligeiro abrandamento no crescimento para 2,8% em 2023, de acordo com as Perspectivas Económicas Globais, divulgadas na terça-feira,11, em Washington DC, capital dos Estados Unidos de América (EUA).

Segundo as novas estimativas, a economia nacional deverá ter saído da recessão económica já no ano passado, registando um crescimento de 0,4%, depois de cinco anos consecutivos de quebra do Produto Interno Bruto (PIB), melhorando, ainda assim, a quebra de 5,4% em 2020, o pior ano desta série de recessão económica que começou em 2016.

Sem abordar especificamente as razões do crescimento de Angola, o Banco Mundial engloba o país no conjunto das economias da África Subsaariana, detalhando apenas os valores previstos para o crescimento económico entre 2019 e 2023.

“A produção na África Subsaariana cresceu uns estimados 3,5% em 2021, alimentada por uma recuperação no preço das matérias-primas e por um abrandamento das restrições” no âmbito da pandemia de covid-19, lê-se no relatório citado pela Lusa.

No relatório, o Banco Mundial (BM) aponta que as três maiores economias da região (Nigéria, África do Sul e Angola) terão crescido 3,1% no ano passado, o que reflecte uma melhoria das estimativas anteriores, justificando que o crescimento de Angola e Nigéria foi sustentado pela recuperação do sector não-petrolífero, apesar de “a produção de petróleo na região continuar abaixo dos níveis anteriores à pandemia, devido às perturbações no trabalho de manutenção e pelo declínio dos investimentos nas indústrias extractivas”.

Apesar desta previsão positiva, para o Banco Mundial, “a recuperação continua frágil e insuficiente para inverter o aumento da pobreza devido ao impacto da pandemia, e a ameaça de surtos recorrentes de covid-19 continua”, o que, segundo os especialistas daquela instituição internacional bancária, “faz com que a previsão de crescimento esteja quase um ponto percentual abaixo da estimativa para 2019 e 2020”.

“A pandemia fez reverter o progresso na redução da pobreza e em vários objectivos emblemáticos do desenvolvimento em toda a região, anulando mais de uma década de ganhos no rendimento per capita nalguns países”, escreve o BM.

De acordo com os economistas do BM, em Angola, Nigéria e África do Sul, entre outros, o rendimento per capita “deverá continuar mais baixo em 2022 que há uma década”.

No ano passado, o Banco Mundial previu para a economia angolana um crescimento de 0,4%, “rompendo” um ciclo de recessão económica iniciada em 2016.

*Com a Agência Lusa

Bernardo Pires

Bernardo Pires

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