UNITA não ‘baixa a guarda’ e diz não reconhecer os resultados definitivos divulgados pela CNE

 UNITA não ‘baixa a guarda’ e diz não reconhecer os resultados definitivos divulgados pela CNE

A UNITA e o seu candidato voltaram a não reconhecer os resultados, desta vez, definitivos, divulgados pela Comissão Nacional Eleitoral (CNE), e que dão vitória ao MPLA com 51,17% dos votos. A revelação foi feita por Adalberto Costa Júnior, nesta quinta-feira, 1 de Setembro, através de uma declaração à nação partilhada nas redes sociais, na qual o político justificou o porquê de o seu partido se manter em silencio até ontem.

“Duas razões explicam o porquê desta declaração não ter sido proferida até hoje: uma, relacionada com o conteúdo eleitoral, cujos prazos em execução neste momento e previstos na lei procuramos respeitar; a outra diz respeito à contagem paralela, um processo sensível e complexo, que se encontra agora na sua fase final”, adiantou o líder da UNITA, alegando estar muito mais munido de informação do que estava.

“Hoje temos muito mais dados do que tínhamos há uma semana. E no dia 24 de Agosto, o povo votou na mudança, pelo que a UNITA e seus parceiros da Frente Patriótica Unida (FPU) não reconhecem os resultados definitivos publicados esta semana pela Comissão Nacional Eleitoral (CNE), porque estes não reflectem a verdade eleitoral”, acusou.

Adalberto Costa Júnior deixou um repto à CNE e ao Tribunal Constitucional (TC) a fim destes dois órgãos desempenharem “verdadeiramente as suas funções no estrito respeito à Constituição e às leis”, apelando a que a “CNE não se furte em confrontar as actas em sua posse com as cópias das actas em posse dos partidos políticos”.

O presidente da UNITA e coordenador da Frente Patriótica Nacional não tem dúvidas de que o seu mais directo adversário político não o superou nas urnas.

“Reafirmo, o MPLA não ganhou as eleições do passado dia 24 de Agosto. Estamos há 20 anos em paz e precisamos de abraçar um verdadeiro Estado democrático e de direito; com uma imprensa livre e plural, distinta da prática da censura, da propaganda e da falta de contraditório, que todos os dias continuam a agredir os angolanos”, assinalou Adalberto Costa Júnior.

O líder da UNITA — que diz ter mantido nos últimos dias diálogos vários com os embaixadores de países membros do Conselho de Segurança das Nações Unidas, bem como de outros países com os quais Angola mantém um relacionamento relevante e responsáveis de instituições da sociedade civil e outras personalidades, prometeu não abandonar “aqueles que confiaram o seu voto na alternância”.

O presidente da UNITA assegurou que vai continuar a bater-se por “um Estado onde não se exibam as forças de defesa e segurança”, que são forças republicanas, “para amedrontar o seu povo”, garantindo que tudo fará para que todos os votos sejam contabilizados e respeitados.

“Estamos juntos, povo angolano, unidos pela mesma causa comum: o respeito escrupuloso pela verdade eleitoral. Por uma Angola de todos, que Deus abençoe Angola”, concluiu Adalberto Costa Júnior.

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