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UNITA diz-se contra a “prática reiterada de censura” por parte dos órgãos públicos de comunicação

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A direcção da UNITA denunciou, nesta segunda-feira, 22, em comunicado, aquilo a que chamou de “prática reiterada de censura permanente dos órgãos públicos de comunicação social” em relação aos conteúdos relacionados com as suas actividades. O comunicado surge na ressaca das últimas declarações do empresário Rui Galhardo, com quem aquela formação política assume não ter nenhum tipo de vínculo.

“A direcção da UNITA informa a todos os angolanos que, neste preciso momento, o senhor Rui Manuel Galhardo não tem nenhum vínculo de militância com a União Nacional para a Independência Total de Angola; não exerce nenhuma função directiva na UNITA e não está incorporado em nenhum Comité da UNITA, pelo que, quando ele fala, fá-lo como cidadão”, lê-se no comunicado do partido do Galo Negro.

Rui Galhardo, que acusa Adalberto Costa Júnior de ter sido o mandante de uma tentativa de homicídio, em Março deste ano, esteve na Procuradoria-Geral da República (PGR) na última semana, para se inteirar do andamento do processo que, insistentemente, dizia e diz estar em curso, mesmo depois de o Ministério Público ter vindo a terreiro declarar “categoricamente” que já o tinha arquivado, por não ter “pernas para andar”.

Após as declarações de Rui Galhardo, a PGR ainda não voltou a fazer qualquer pronunciamento sobre o assunto, não se sabendo ao certo se se mantêm as palavras anteriormente proferidas pelo seu porta-voz, Álvaro João — segundo as quais não existia nenhum processo sob inquérito contra Adalberto Costa Júnior — ou se o queixoso sempre teve razão em afirmar que havia, de facto, um processo que seguia os seus trâmites normais.

No comunicado, a UNITA “condena com veemência a extensa cobertura jornalística” que tem sido dada pelos órgãos públicos de comunicação social a Rui Galhardo, porém, informa que “não se opõe a quaisquer actos de cidadania por parte dos seus militantes, muito menos por parte dos seus simpatizantes ou dos angolanos em geral, em particular quando estiverem em causa os seus direitos constitucionais”.

A UNITA acusa ainda os media públicos de “pretenderem denegrir a imagem do único candidato a presidente” do partido, quando estes se abstêm de cobrir o lançamento da candidatura de Adalberto Costa Júnior, permitindo-se a dar prioridade àquilo a que classificou de uma “cobertura vergonhosa”.

O Secretariado Executivo do Comité Permanente da Comissão Política da UNITA, que entende a postura dos media estatais como sendo uma “clara violação à Constituição da República e à lei angolanas”, entende que “a contínua e grosseira tentativa de interferência nas questões internas da UNITA por parte das instituições do Estado” têm demonstrado falta de isenção e “uma nítida conformação das acções proibidas pela lei e pela ética”.

“A UNITA é a favor de uma atitude mais republicana dos órgãos do Estado, pois com isso colocam-se instituições do Estado a lesar o interesse público, por estarem ao serviço do partido que governa”, reforça o comunicado da formação partidária, que “não obstante todo o barulho que se faz ouvir”, afirma estar “categoricamente firme e coesa na defesa dos interesses do povo angolano”.

Como nota de rodapé do seu comunicado, a UNITA informa que prosseguem, a bom ritmo, “os trabalhos preparativos do XIII Congresso Ordinário do Partido”, que, reitera, “forçado a ser repetido pelo Tribunal Constitucional”.

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