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Um quarto dos angolanos empregados vive do trabalho informal, atestam os dados do INE

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Um quarto dos trabalhadores em Angola vive do emprego informal, com a taxa de informalidade a rondar os 79,2%, representando uma quebra de 1,9 pontos percentuais, face ao terceiro trimestre de 2021, quando o indicador se fixou nos 81,1%.

No terceiro trimestre do corrente ano, por exemplo, num universo de 11 milhões de empregados, apenas 2,3 milhões de angolanos tinham emprego formal, um número que confronta com os mais de 9 milhões que sobrevivem na informalidade, espelha a Folha de Informação Rápida (FIR), do Instituto Nacional de Estatísticas (INE), consultada pelo !STO É NOTÍCIA.

De acordo com os dados disponíveis, o número de empregados no sector informal aumentou cinco pontos percentuais (p.p), em termos homólogos, e 0,7 pontos percentuais face ao trimestre imediatamente anterior.

A maioria desses empregados foram trabalhadores por conta própria (51,9%), trabalhadores familiares (27,1%) e trabalhadores para o consumo próprio (11,9%).

A consulta à FIR permitiu, igualmente, apurar que a taxa de emprego informal é maior na área rural (95,6%) em relação à área urbana (66,8%).

No período em apreciação, a população jovem desempregada diminuiu 10,2 pontos percentuais, reflectindo também uma redução de dois pontos percentuais da população economicamente activa.

Entretanto, o INE não detalha, como habitualmente tem feito, que grupo etário apresenta a taxa de informalidade mais alta, porém, com os dados divulgados, é possível apurar que a maior incidência continua no grupo dos jovens entre os 15 e 24 anos de idade.

No capítulo dos indicadores informais, o INE define  como trabalhador informal aquele cidadão, com 15 ou mais anos de idade, empregado no sector privado, em cooperativas, associações, igrejas, organizações não-governamentais (ONG), ou por conta própria, e que se encontra numa destas seguintes situações:

Trabalhando em qualquer unidade de produção de bens ou serviços, não registada junto dos órgãos públicos; não beneficia de qualquer apoio social (férias anuais pagas, seguro de saúde […]; e não está inscrito na segurança social.

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