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Um por todos e todos por Leopard. Afinal, quem vai dar tanques à Ucrânia?

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O mundo assistiu, esta quarta-feira, à ‘luz verde’ de Berlim para o envio de tanques Leopard 2 para território ucraniano, mas se o governo alemão estava reticente com este envio, houve também países que prontamente se prepararam para enviar estes veículos para Kyiv — antes e depois deste ‘sim’ do governo de Olaf Scholz. Saiba quais os países que estão preparados para o envio.

O envio de tanques Leopard 2 para a Ucrânia tem sido um assunto em cima da mesa dos aliados, com esta quarta-feira a marcar o momento em que a Alemanha — reticente quanto ao fornecimento destes veículos — deu luz verde para que 14 destes tanques seguissem para Kyiv.

De acordo com um comunicado emitido pelo governo alemão, serão enviados, no total, cerca de 80 veículos Leopard 2 por vários aliados de Kyiv.

Mas, afinal, quais são os países que os têm, e que até hoje têm os carros de combate em ‘fila de espera’ para ajudar no combate contra a Rússia?

Alemanha

A decisão já era esperada, mas só hoje é que o país deu ‘luz verde’ para o envio destes tanques. No total, serão enviados 14 veículos alemães para Kyiv.

Polónia

Já nas últimas horas, Varsóvia tinha submetido um pedido a Berlim por forma a poder enviar tanques Leopard 2 para Kyiv. “O governo alemão está a atrasar-se”, considerou o executivo polaco. De acordo a Reuters, está previsto que este país envie também 14 veículos deste género.

Noruega

Também a Noruega se juntou a este fornecimento, anunciado hoje que iria enviar alguns destes veículos, sem especificar quantos. “A Noruega e o governo apoiam a doação de tanques de combate para a Ucrânia. A Noruega participará”, explicou o ministro da Defesa do país, Bjorn Arild Gram, citado pela agência France-Presse.

Finlândia

De acordo com o chefe da diplomacia finlandesa, o país está pronto para ajudar Kyiv com estes veículos. O ministro da Defesa, Mikko Savola, reiterou que o país irá contribuir para esta missão, mas sem deslindar quantos veículos serão enviados pelo país. O presidente finlandês, Sauli Niinistö, já tinha também dito que o papel da Finlândia poderia passar pelo treino para os militares ucranianos.

Países Baixos

Numa entrevista ao jornal Frankfurte Allgemeine Zeitung, o primeiro-ministro do país revelou que estaria disponível para enviar, pelo menos, 18 tanques para Kyiv. A decisão abordada por Mark Rutte, não está, no entanto, oficializada.

Espanha

Também a Espanha referiu, esta quarta-feira, após o aval de ‘Berlim’, que estava pronta para enviar estes veículos na protecção da Ucrânia. A ministra da Defesa espanhola, Margarita Robles, referiu que o país também poderia ajudar na formação dos militares.

E… Portugal?

Depois de ter dito que o envio de tanques Leopard 2 para a Ucrânia a partir de Portugal deveria demorar entre dois a três meses, faltando acertar alguns detalhes, o ministro dos Negócios Estrangeiros, João Gomes Cravinho, referiu que esta ajuda ainda não tinha ‘luz verde’ do governo.

“Não há nenhuma decisão sobre o envio de carros de combate portugueses para a Ucrânia. Nós participamos no esforço colectivo de apoio à Ucrânia, temos dado a nossa contribuição de forma muito generosa nos vários âmbitos — político, militar, humanitário e financeiro —, e em relação ao aspecto militar, Portugal tem vindo a contribuir sempre de acordo com as suas possibilidades e as necessidades ucranianas”, esclareceu o chefe da diplomacia portuguesa.

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