Trabalhadores da TCUL exigem revogação da Ordem de Serviço que obriga a sobrelotação de passageiros

A Comissão Sindical da Central Geral de Sindicatos Independentes e Livres de Angola (CGSILA), na empresa de Transporte Colectivo Urbano de Luanda (TCUL) exigiu esta segunda-feira, 9, a revogação da Ordem do Serviço n.º 69/51.01/2021, assinado pelo presidente do Conselho de Administração (PCA), Pedro Pereira, que obriga os trabalhadores a sobrelotarem os autocarros.

A informação foi divulgada pelo primeiro-secretário da CGSILA na TCUL, Domingos Palanga, através de uma declaração de imprensa feita no final de uma Assembleia Geral Extraordinária de Trabalhadores, realizada na sexta-feira, 6.

Na declaração, a Comissão Sindical denunciou ainda que o PCA da TCUL tem violado o livre exercício da actividade sindical, bem como outros direitos fundamentais dos trabalhadores previstos na legislação laboral vigente em Angola.

Por outro lado, Domingos Palanga apontou para o facto de pagarem duas quotas sindicais, uma no sindicato em que estão afectos e outra num sindicato da conveniência da entidade patronal, como uma clara violação da alínea b), do n.º 2 do artigo 1.º da Lei Sindical.

A CGSILA lamentou, também, o facto de o Ministério dos Transportes continuar em silêncio ante o problema que inquieta os trabalhadores, o que, na sua visão, mostra “o sentimento de indiferença do ministério de tutela”.

A Comissão Sindical da Central Geral de Sindicatos Independentes e Livres de Angola reafirma a vontade dos trabalhadores darem seguimento à luta trabalhista, com a finalidade de resgatar a sua dignidade profissional.

Gabriela Vaia

Gabriela Vaia

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