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Rússia quer África mais soberana e vai abrir novas missões diplomáticas

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O ministro dos Negócios Estrangeiros russo afirmou hoje que Moscovo quer que o continente africano tenha mais soberania, enquanto o Ocidente o prefere dependente, e que vão ser abertas missões diplomáticas em mais três países africanos.

“Estamos prontos, nas condições atuais, para apoiar os países africanos no reforço da sua soberania, na resolução de problemas socioeconómicos prementes e na defesa do lugar legítimo e digno de África no mundo moderno, incluindo o processo de reforma do Conselho de Segurança das Nações Unidas”, afirmou Sergey Lavrov na receção aos diplomatas estrangeiros em Moscovo por ocasião do Dia de África, que se assinala a 25 de Maio, sábado.

O ministro russo anunciou também que estão “a preparar a abertura de missões diplomáticas completas na Serra Leoa, no Níger e na República do Sudão do Sul”.

“Os métodos do Ocidente mudaram, mas a essência da sua política em relação aos países africanos permaneceu a mesma – subjugar todos à sua vontade, viver à custa dos outros, utilizando formas mais sofisticadas de exploração no âmbito da chamada ordem baseada em regras”, salientou Lavrov, criticando o Ocidente, acusando-o de “novas práticas coloniais e neocoloniais”.

Lavrov salientou que a Rússia está a trabalhar ativamente para expandir a sua presença diplomática em África e que as relações russo-africanas continuam a desenvolver-se.

“Assistimos a um crescimento do comércio russo-africano que no ano passado aumentou 20% e ascendeu a 23 mil milhões de euros”, afirmou.

Em Abril, o Ministério dos Negócios Estrangeiros russo anunciou que Moscovo estava a estudar e a trabalhar nas possibilidades de abrir missões diplomáticas na Serra Leoa, no Níger e no Sudão do Sul no futuro.

Nessa altura, o ministério acordou com as autoridades dos países anfitriões a abertura de embaixadas no Burkina Faso e na Guiné Equatorial e de consulados gerais numa série de países asiáticos e africanos.

Nos últimos anos, a Rússia aumentou a sua presença em África, onde os mercenários do Grupo Wagner operam em vários dos seus países.

Além disso, no contexto da crise alimentar causada pela guerra na Ucrânia, o Presidente russo, Vladimir Putin, ordenou o envio gratuito de cereais e fertilizantes para os países africanos mais necessitados e propôs a cooperação russa para desenvolver a agricultura no continente.

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