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RDC. Sobe para 14 número de mortos em atentado a igreja

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O total de mortos no ataque bombista de domingo contra uma igreja em Kasindi, cidade fronteiriça entre a República Democrática do Congo (RDC) e o Uganda, subiu esta segunda-feira, 16, para 14, havendo ainda a registar 63 feridos, segundo fontes militares.

Um comunicado do Exército da RDC salienta que o ataque foi realizado pelos rebeldes das Forças Democráticas Aliadas (ADF, na sigla em inglês), que o grupo extremista Estado Islâmico descreve como um de seus ramos na África Central.

O engenho explosivo artesanal explodiu numa igreja pentecostal (protestante evangélica) em Kasindi, na província de Kivu do Norte, segundo o porta-voz do Exército da RDC, Antony Mualushayi.

O porta-voz do Exército disse no domingo que um suspeito de nacionalidade queniana tinha sido detido.

Outro suspeito está entre os feridos, um alegado homem-bomba que foi transferido para Beni em estado crítico para tratamento, acrescentou hoje o porta-voz.

“Pedimos a Deus que ele continue a viver para nos dar as informações que procuramos”, afirmou.

As ADF, rebeldes muçulmanos de origem ugandesa, actuam no norte de Kivu do Norte e no sul de Ituri, outra província da RDC.

Acusados de terem massacrado milhares de civis e de realizar ataques bombistas no Uganda, as ADF estão entre os mais mortíferos dos cerca de 120 grupos armados presentes no leste da RDC.

O grupo sofreu uma divisão em 2019, após Musa Baluku — sancionado pelas Nações Unidas e pelos Estados Unidos da América — ter jurado lealdade ao grupo extremista Estado Islâmico da África Central (ISCA), sob cuja bandeira opera desde então.

O aumento dos seus ataques em solo ugandês levou os dois países a lançar operações conjuntas no leste da RDC.

Em Nova Iorque, o secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, condenou “veementemente o ataque”, segundo um comunicado do seu porta-voz, Stéphane Dujarric.

Na nota, Guterres expressou “as suas profundas condolências às famílias enlutadas, ao povo e ao governo” e desejou a pronta recuperação dos feridos.

António Guterres enfatizou a necessidade de levar os autores do ataque à justiça e acrescentou que o Serviço de Acção contra Minas das Nações Unidas (Unmas, no acrónimo em inglês), está a apoiar as autoridades da RDC na investigação do atentado.

O secretário-geral afirmou que a ONU continuará a apoiar o governo e a sociedade da RDC nos seus esforços para a paz e a estabilidade no leste do país.

LUSA

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