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PGR pediu à Interpol a captura internacional de Isabel dos Santos com vista à sua extradição para Angola

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A Procuradoria-Geral da República (PGR) formalizou, junto da Organização Internacional de Polícia Criminal, mundialmente conhecida pelo acrónimo Interpol, a localização e captura, com vista à extradição, da empresária angolana Isabel dos Santos. A informação foi avançada esta sexta-feira, 18, pela agência Lusa, que cita um documento a que teve acesso, emitido no dia 3 de Novembro.

Na sequência da referida solicitação, a Interpol emitiu um mandado de captura internacional para extradição em nome da empresária angolana Isabel dos Santos, sobre quem pesam acusações por alegadas suspeitas dos “crimes de peculato, fraude qualificada, participação ilegal em negócios, associação criminosa e tráfico de influência, lavagem de dinheiro”, numa pena máxima de 12 anos de prisão.

De acordo com o documento a que a Lusa teve acesso, no pedido “são dadas garantias de que a extradição será pedida após a detenção da pessoa, em conformidade com as leis nacionais e/ou os tratados bilaterais e multilaterais aplicáveis” e o mesmo dá conta de que Isabel dos Santos “costuma estar em Portugal, Reino Unido ou Emirados Árabes Unidos”.

O documento da PGR angolana esclarece que se trata de um mandado de prisão preventiva. “Este pedido deve ser tratado como um pedido formal de prisão provisória, em conformidade com as leis nacionais e/ou os tratados bilaterais e multilaterais aplicáveis”.

A PGR angolana alega que, entre 2015 e 2017, Isabel dos Santos criou mecanismos financeiros “com intenção de obter ganhos financeiros ilícitos e branquear operações criminosas suspeitas”, através de “informação sobre dinheiros públicos do Estado angolano” que conseguiu na qualidade de administradora da petrolífera estatal Sonangol.

A empresária angolana está a ser acusada de ter prejudicado o Estado angolano nos montantes totais de mais de 200 milhões de euros, cometendo crimes de peculato, fraude qualificada, participação ilegal em negócio e branqueamento de capitais.

A Lusa afirma ter contactado a Interpol, que remeteu informações sobre o caso para as autoridades angolanas, ao passo que as autoridades inglesas e portuguesas não confirmaram ou negaram a existência do mandado.

*Com a Agência Lusa

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