‘Papa-prémios’ literários vence concurso SADC de Jornalismo 2021

Consta do seu currículo literário uma série de prémios alcançados desde a década de 1980, divididos entre as obras em género poesia e prosa, fazendo de José Luís Mendonça um dos grandes “papa-prémios” da praça literária angolana. O último feito foi alcançado em 2015, quando venceu o Prémio Nacional de Cultura e Artes na categoria de Literatura.

Aliás, a sua actividade literária, aliada à da docência, foi desde sempre o seu maior palco de exibição, mas nesta terça-feira, 17, uma nova página volta a escrever-se, desta feita na sua já longa carreira profissional enquanto jornalista, ao sagrar-se vencedor da edição de 2021 do Prémio SADC de Jornalismo.

A partir de Lilongwe, capital do Malawi, e à margem da 41.ª Cimeira dos Chefes de Estado e de Governo da Região, o Comité Nacional de Adjudicação (CNA – Angola) teve a incumbência de anunciar ao país o feito de José Luís Mendonça, que passa a ser então o vencedor do referido concurso na categoria de imprensa.

O objecto de avaliação do júri do concurso foi o artigo “A Síndrome do Isolamento Cultural entre as Nações da África-Austral”, publicado pelo jornalista a 18 de Novembro de 2020, no portal Nováfrica — Notícias Globais.

O anúncio oficial do secretariado da organização regional destaca o facto de José Luís Mendonça debruçar-se “sobre uma questão fundamental, de promoção da integração regional, numa perspectiva puramente cultural e civilizacional e levanta a problemática do mapa geopolítico da SADC, composto por regiões linguísticas de matriz europeia que provoca – como diz o próprio autor – “uma crise de comunicação cultural entre os Estados da região”.

José Luís Mendonça aborda questões estruturantes alicerçadas no protocolo de Blantyre (Malawi – Agosto de 2000) e na Carta Africana do Renascimento Cultural (Sudão – Janeiro de 2006), propondo uma acção de diplomacia cultural através da qual “as embaixadas africanas da SADC devem transformar-se em verdadeiros polos de promoção e intercâmbio cultural”.

Além da peça de José Luís Mendonça, Angola levou a concurso uma matéria radiofónica da autoria do jornalista Etelvino Domingos, do Kwanza-Norte, e uma televisiva da jornalista Nkula Zau, na categoria de televisão.

Quanto ao fotojornalismo, o Comité Nacional de Adjudicação informa, na mesma nota, que “Angola não se fez representar, pelo facto de nenhuma das peças ter reunido os requisitos exigidos pelo regulamento do concurso”.

Nascido a 24 de Novembro de 1955, no Golungo-Alto na província do Kwanza-Norte, José Luís Mendonça é licenciado em Direito pela Faculdade de Direito da Universidade Agostinho Neto, exerce a actividade jornalística como colunista há largos anos. Dos 100 pontos possíveis, a peça de José Luís Mendonça obteve um total de 79,5 pontos da avaliação do júri. O jornalista vai ser agraciado com um montante de 2.500 dólares norte-americanos, além de um certificado.

José Luís Mendonça é autor de “Chuva Novembrina”, 1981, obra que mereceu o prémio de poesia Sagrada Esperança; “Respirar as mãos na pedra”, 1989, com a qual venceu o Grande Prémio Sonangol de Literatura, 1988; “Quero Acordar a Alva”, 1997, Prémio Literário “Sagrada Esperança”, 1996, ex-aequo com João Maimona; “Se a Água Falasse”, 1.º Prémio dos “Jogos Florais do Caxinde”, 1997, entre outros.

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