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Oxford Economics Africa prevê que economia angolana deverá crescer 3% com a produção petrolífera a aumentar 5,4% este ano

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A consultora Oxford Economics Africa considera que a economia angolana deverá crescer 3% este ano, depois de cinco anos de recessão, com a produção de petróleo a crescer 5,4%, para 1,18 milhões de barris diários.

“Os últimos números do PIB, apesar de serem ainda relativos a 2021, mostram os primeiros sinais de uma recuperação económica mais consistente que se está a formar em 2022″, escrevem os analistas numa nota sobre a evolução do Produto Interno Bruto no ano passado, que subiu 0,7% e saiu da recessão em que estava desde 2016.

“Antevemos que o PIB real acelere para perto de 3% este ano, sustentado na recuperação da produção petrolífera e no contínuo crescimento robusto dos sectores da manufactura e agricultura”, afirma a consultora, que prevê, igualmente, que “o prolongado declínio na produção de petróleo vá finalmente parar este ano”.

“A nossa projecção para a produção de crude mostra uma ligeira melhoria, para 5,4%, o que representa 1,18 milhões de barris diários, devido à entrada em funcionamento de vários poços, mas continua bem abaixo do potencial devido às dificuldades técnicas no processo de extração”, salienta a Oxford Economics Africa.

Sobre o impacto da guerra na Ucrânia, a consultora antevê que “o impacto deve ser negligenciável, já que a grande exposição da economia angolana a possíveis perturbações no comércio é apenas em contratos de armas da Rússia e importações de malte da Ucrânia, principalmente para a produção de cerveja”.

No entanto, acrescentam, “o conflito mudou as previsões para os preços dos combustíveis e dos alimentos, o que terá efeitos indirectos na economia angolana, principalmente devido à grande dependência de importações de cereais, óleos e fertilizantes, o que poderá acelerar a subida de preço dos alimentos”.

A boa notícia, concluem os analistas da Oxford Economics Africa, é que “o elevado preço do petróleo está a originar uma entrada de petrodólares, o que não só está a aumentar as receitas do governo, mas também ajudou a fortalecer o kwanza para o melhor nível face ao dólar desde Setembro de 2019”.

No primeiro trimestre, a moeda nacional angolana valorizou-se em 23% face ao dólar, sendo a moeda que mais se apreciou a nível mundial.

*Com a Lusa

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