NATO Secretary General Jens Stoltenberg launched his outline for NATO 2030 in an online conversation with the Atlantic Council and the German Marshall Fund of the United States

NATO acusa Moscovo de “fabricar pretexto” para invasão à Ucrânia

O secretário-geral da Organização do Tratado do Atlântico Norte (NATO), Jens Stoltenberg, condenou, nesta segunda-feira, 21, a decisão da Rússia em reconhecer a independência dos territórios separatistas no leste da Ucrânia e acusou Moscovo de “fabricar um pretexto para invadir a Ucrânia novamente”.

O dirigente da Aliança Atlântica acusou o Kremlin de “fabricar um pretexto para invadir a Ucrânia novamente” e de “adicionar gasolina” ao conflito, ao conceder ajuda financeira e militar aos separatistas na região do Donbass ucraniano.

Em comunicado, divulgado através da rede social Twitter, o político norueguês condenou a decisão da Rússia em “estender o reconhecimento à auto-proclamada República Popular de Donetsk e República Popular de Lugansk”.

“[Esta decisão] prejudica ainda mais a soberania e a integridade territorial da Ucrânia, corrói os esforços para a resolução dos conflitos e viola os Acordos de Minsk, dos quais a Rússia faz parte”, destacou Jens Stoltenberg.

O secretário-geral da NATO realçou ainda que a Aliança Atlância mantém o seu “pleno respeito pela soberania, independência e integridade territorial da Ucrânia”, da qual Donetsk e Lugansk “fazem parte”.

“Os Aliados exortam a Rússia, nos termos mais fortes possíveis, a escolher o caminho da diplomacia e reverter imediatamente sua implantação militar maciça na Ucrânia e ao redor dela, e retirar suas forças da Ucrânia de acordo com suas obrigações e compromissos internacionais”, enfatizou Stoltenberg.

O Presidente da Rússia, Vladimir Putin, reconheceu esta segunda-feira a independência dos territórios separatistas pró-Rússia no leste da Ucrânia e assinou com os líderes de Donetsk, Denis Pushilin, e Lugansk, Leonid Pásechnik, tratados de amizade e assistência mútua.

Putin instou também o Parlamento russo a “aprovar esta decisão” para, em seguida, “ratificar os acordos de amizade e de ajuda mútua a estas repúblicas”, o que permitirá a Moscovo, por exemplo, enviar apoio militar aos dois territórios pró-russos do Donbass ucraniano.

O chefe de Estado russo assegurou também que tomará medidas para garantir a segurança da Rússia perante a recusa dos Estados Unidos e da NATO em abordar as suas preocupações de segurança e renunciar à Ucrânia o direito de fazer parte da Aliança Atlântica no futuro.

A posição de Moscovo sobre estas repúblicas provoca um curto-circuito no processo de paz resultante dos acordos de Minsk de 2015, assinados pela Rússia e pela Ucrânia, sob mediação franco-alemã, já que estes visavam, precisamente, um regresso dos territórios à soberania ucraniana.

Texto Lusa*

Avatar

Isto é Notícia

Artigos Relacionados

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado.