Moçambique. Missão militar da SADC diz que abateu “cerca de oito terroristas”

A Missão Militar da Comunidade de Desenvolvimento da África Austral (SAMIM, em inglês) em Moçambique anunciou, nesta terça-feira, 29, ter abatido “cerca de oito terroristas”, numa contraofensiva contra insurgentes que atacaram, no dia 16, a ilha de Matemo, norte do país.

“A SAMIM confirma que infligiu cerca de oito baixas mortais contra os terroristas e recuperou armas e equipamento utilizados pelos terroristas”, refere um comunicado desta entidade. A operação resultou ainda em feridos graves entre os insurgentes, avança-se na nota.

“Acredita-se que os terroristas foram conduzidos por um dos seus principais líderes, que perdeu terreno, depois de sofrer pesadas baixas, enquanto outros sofreram ferimentos graves”, acrescenta-se no comunicado.

A SAMIM, prossegue, actuará sempre de forma profissional e digna na condução das suas operações de combate aos grupos armados na província de Cabo Delgado, norte do país.

“Em apoio ao governo da República de Moçambique, as forcas da SAMIM continuam a criar as condições necessárias para o regresso à vida normal na província de Cabo Delgado, enquanto perseguem os terroristas”, lê-se na nota de imprensa.

No dia 22, o canal público Televisão de Moçambique anunciou que as Forças Armadas de Defesa de Moçambique (FADM) abateram 20 terroristas na ilha de Matemo. Na acção, morreram quatro militares das FADM e dois insurgentes foram capturados. Os confrontos na ilha duraram três dias.

Durante as operações, as forças governamentais apreenderam e destruíram seis embarcações que terão transportado comida para os grupos insurgentes.

A província de Cabo Delgado é rica em gás natural, mas, aterrorizada desde 2017, por rebeldes armados, sendo alguns ataques reclamados pelo grupo extremista Estado Islâmico.

O conflito já provocou mais de 3.100 mortes, segundo o projeto de registo de conflitos ACLED, e mais de 859 mil deslocados, de acordo com as autoridades moçambicanas.

Desde Julho, uma ofensiva das tropas governamentais com apoio do Ruanda a que se juntou depois a Comunidade para o Desenvolvimento da África Austral (SADC) permitiu o aumento da segurança, recuperando várias zonas onde havia a presença dos rebeldes, que estavam ocupadas desde agosto de 2020.

A acção militar das forças conjuntas obrigou os grupos rebeldes a dispersarem-se e a actuar fraccionados, voltando a protagonizar ataques esporádicos em áreas reconquistadas pelo governo.

*Texto Lusa

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