Militares angolanos embarcam esta sexta-feira para Moçambique

Os militares angolanos embarcam na próxima sexta-feira, 29, para Moçambique, onde vão integrar a missão de manutenção da paz da Comunidade de Desenvolvimento da África Austral (SADC, na expressão inglesa) de combate ao terrorismo na província de Cabo Delgado.

A informação foi avançada pelo ministro de Estado e chefe da Casa de Segurança do Presidente da República, Francisco Furtado, durante a 8.ª sessão extraordinária da Assembleia Nacional que aprovou por unanimidade o envio de 20 assessores militares para o país do Índico.

A missão, segundo avançou o ministro Francisco Furtado, terá a duração de três meses, com um custo inicial de 675.500 dólares. “Inclui-se nessa participação a componente dos esforços logísticos e da contribuição da República de Angola na manutenção dessa força na ordem dos 1.174.307 dólares”, explicou aos parlamentares.

“A comparticipação neste esforço da missão da SADC é de todos os Estados-membros. Está avaliado num total de 12 milhões e 906 mil e 212 dólares americanos, da qual a componente angolana tem uma comparticipação global de um milhão, 174 mil e 370 dólares”, esclareceu o ministro de Estado, acrescentando que, deste montante, “a participação imediata das Forças Armadas Angolanas é de 575 500 dólares”.

De acordo com as explicações detalhadas por Francisco Furtado, Angola irá participar na missão regional da SADC com dois oficiais no mecanismo de corpo de acção regional e oito oficiais no comando da força. Angola vai também contribuir com uma aeronave do tipo IL 76 e a sua tripulação estará composta por dez militares.

O ministro de Estado e Chefe da Casa de Segurança do Presidente da República assegurou ainda que os riscos da missão estão acautelados, tanto ao nível da SADC, como ao nível das Forças Armadas Angolanas.

“Devemos, sim, ter em conta a necessidade da nossa participação nesta missão em face dos esforços que não só os países da região da SADC empreendem, como até os países não pertencentes à nossa região, como é o caso do Rwanda, que pertencente à outra região do continente, que se prontificou a apoiar Moçambique neste esforço”, disse.

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