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Malária matou em Angola mais de 15 mil pessoas em todo o país no período de 2018 a 2019

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Mais de 16 mil angolanos morreram vítimas de malária em várias unidades sanitárias do país, de 2018 a 2019, segundo dados revelados pelo médico pediatra e mestre em Saúde Pública, Jeremias Agostinho, durante um programa audiovisual emitido através das plataformas digitais designado ‘Mukanda Podcast’.

De acordo com as declarações o médico, no período em causa cerca de 25 milhões de angolanos deram entrada nos hospitais do país, e deste número, 15 milhões tinham doenças causadas pelo défice do saneamento básico, tais como a malária, febre tifóide, chicungunha, diarreia, entre outras.

O médico criticou o facto de serem construídos hospitais de raiz com toda a pomposidade e com tecnologia de ponta, que não têm qualquer sentido utilitário perante as necessidades mais urgentes de saúde pública em Angola, tudo porque não existem quadros formados para o manuseio desses aparelhos.

Jeremias Agostinho entende que “as prioridades no sector da saúde não são traçadas para resolver os maiores problemas da população”, mas sim para “garantir maior rendimento extra”.

A malária — a principal e a maior causa de morte em Angola — é uma doença parasitária do sangue, causada por protozoário que é transmitida principalmente pela picada da fêmea do mosquito do género Anopheles, infectada pelo micro-organismo Plasmodium.

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