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JLo chama ACJ de “boca de aluguer” e defensor de uma agenda encomendada por “forças externas”

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O presidente do MPLA, João Lourenço, e cabeça-de-lista do partido do governo às eleições do dia 24 de Agosto, acusou o líder da UNITA, Adalberto Costa Júnior, de estar a promover uma campanha de “descrebibilização das instituições do Estado” angolano junto da comunidade internacional e a defender “uma agenda que lhe foi encomendada por forças externas”.

“Ele é um mero executor para defender os interesses alheios aos dos angolanos. Os interesses que ele defende não coincidem com os interesses dos angolanos, é apenas uma mera boca de aluguer, só é boca de aluguer”, acusou João Lourenço, referindo-se a Adalberto Costa Júnior, quando discursava esta quinta-feira, 18, nos arredores do Estádio de Ombaka, em Benguela, em mais um acto de massas promovido pelo seu partido.

O líder do MPLA defendeu que os políticos não podem descredibilizar, de forma permanente, as instituições do Estado, sob pena de descredibilizarem também o próprio Estado.

“Não se pode ter essa atitude, sobretudo a atitude de descredibilização das instituições do Estado que têm a responsabilidade de organizar e de dirigir o processo eleitoral. Quando um político, líder de um partido político concorrente, vem a público descredibilizar instituições como a CNE [Comissão Nacional Eleitoral] ou TC [Tribunal Constitucional], o quê que ele pretende?”, questionou o líder do partido que sustenta o governo desde 1975, em Angola.

“Se ele sabe que essas instituições não são credíveis, porquê que o seu partido concorreu? Seria mais lógico não concorrer, não é?”, sugeriu.

João Lourenço lembrou ainda que o país está há 20 anos em paz e às portas da realização das quintas eleições gerais, duas razões que considera mais do que suficientes para que não fosse mais preciso fazer apelos ao civismo dos cidadãos em momentos eleitorais.

“Os cidadãos e os militantes dos partidos concorrentes devem se portar com correcção, devem se portar com civismo, mas, lamentavelmente, a realidade mostra que não é bem assim, e não é bem assim porque ainda temos líderes políticos que incitam a população a chocar com as autoridades, a desafiarem as autoridades, tudo para criar instabilidades, para criar confusões”, lamentou João Lourenço.

Numa alusão directa ao líder da UNITA, o candidato do MPLA às eleições do dia 24 de Agosto, referiu-se ao “líder de um dos partidos concorrentes”, que, segundo salientou, “tem essa postura que é em todos os sentidos condenável”.

“Os partidos políticos têm o dever de não serem eles a querer fomentar a desconfiança sem fundamento; a querer fomentar a desordem e a instabilidade na nossa sociedade. Não se pode utilizar o povo como arma de arremesso, em defesa dos interesses inconfessos de determinado partido político. Mas, é isso que está precisamente a acontecer, é isso que se está a se passar, e todos nós devemos condenar”, apelou o líder dos Camaradas perante uma moldura humana de militantes do seu partido.

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