Inglaterra. Isolamento acaba para casos positivos, basta “ter cuidado com os outros”

O governo britânico confirmou, esta segunda-feira, 21, que as pessoas infectadas com Covid-19 vão deixar de estar obrigadas a ficar em isolamento profilático a partir da próxima quinta-feira. O primeiro-ministro britânico, Boris Johnson, anunciou também no Parlamento o fim dos auto-testes antigénio gratuitos a partir de 1 de Abril, cujo custo ascendeu a dois mil milhões de libras (cerca de 2.400 milhões de euros) em Janeiro.

Há uma excepção a esta regra: a população mais idosa e os mais “vulneráveis” continuarão a ter acesso a testes gratuitos se tiverem sintomas. As medidas deveriam caducar dentro de um mês, a 24 de Março, mas o Executivo britânico decidiu antecipar a data e avançar com o que apelidou de estratégia “aprender a viver com a Covid”, substituindo a intervenção do Governo pela responsabilidade pessoal individual.

“Não precisamos de leis para obrigar as pessoas a serem atenciosas com os outros. Podemos confiar nesse senso de responsabilidade de uns para com os outros, fornecendo recomendações práticas sabendo que as pessoas as seguirão para evitar infectar entes queridos e outros”, argumentou primeiro-ministro britânico.

Assim, as pessoas vão continuar a ser aconselhadas a testarem e a cumprirem auto-isolamento, bem como a usar máscaras em espaços fechados ou com muitas pessoas, de forma opcional.

Porém, o líder do Partido Trabalhista, a principal força da oposição, Keir Starmer, criticou Johnson por acabar com os testes gratuitos e outras medidas, pedindo mais dados que fundamentaram esta estratégia.

“Quando se está a ganhar 2-1 a dez minutos do final [do jogo], não se deve substituir um de seus melhores defesas”, afirmou, usando uma metáfora futebolística.

O executivo britânico reconhece que a pandemia não terminou, e que continua a existir incerteza sobre o que vai acontecer, pelo que mantém uma “abordagem cautelosa” à medida que o Reino Unido aprende a viver com a Covid.

Alguns sistemas de vigilância e planos de contingência continuarão, para responder ao aparecimento de novas variantes do vírus, mas o pilar principal do combate à Covid-19 vai ser o programa de vacinação, medicamentos anti-virais e a imunidade da população.

Para o chefe do governo, este é um “momento de orgulho”, pois o Reino Unido é um dos primeiros países a remover as medidas de contenção introduzidas há dois anos, colocando-o “um passo mais perto do regresso à normalidade”.

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