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INE revela que dos 11 milhões de angolanos empregados no país nove milhões estão no sector informal

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O Índice de Desemprego em todo o território nacional voltou a aumentar no primeiro trimestre de 2024, desta vez 1,8 ponto percentual para 32,4%, com 79,8% dos empregados a trabalhar no sector informal, avançou o Instituto Nacional de Estatística (INE).

O ‘Relatório sobre os Indicadores de Emprego e Desemprego ‒ Inquérito ao Emprego em Angola’, elaborado pelo INE, aponta que, a nível nacional, embora se tenha registado uma ligeira redução de 0,9 ponto percentual, quando comparada ao período anterior, a maioria das pessoas empregadas (11 milhões) ainda se encontra no emprego informal (nove milhões), sendo 70,7% entre homens e 88,5% entre mulheres.

Uma vez mais, os dados estatísticos mostram que a taxa de emprego informal é maior na área rural do que na urbana, com 80,0% e 74,6%, respectivamente.

Existem no país 5,6 milhões de pessoas desempregadas, divididas entre 2,6 milhões de homens e 2,9 milhões de mulheres, segundo os dados do INE, que dá conta que o desemprego nas mulheres é ligeiramente mais elevado do que nos homens.

“A taxa de desemprego na população com 15 ou mais anos foi estimada em 32,4%, sendo mais elevada para as mulheres, 33,4%, comparando com os homens 31,4%, o que revela uma diferença de dois pontos percentuais”, lê-se no relatório.

Comparando os dados sobre a taxa de desemprego do primeiro trimestre deste ano com os do primeiro trimestre de 2023 conclui-se que “a população desempregada aumentou 33% em relação ao trimestre homólogo, com “a taxa de desemprego a aumentar 0,6 ponto percentual, correspondendo a uma variação de 1,8% em relação ao período homólogo.

Segundo o INE, a diferença entre a população desempregada e a taxa de desemprego explica-se pela utilização de conceitos diferentes, já que, explica a nota, “a taxa de desemprego é uma percentagem estimada baseada na declaração de pessoas que não têm emprego formal ou informal, mas estão disponíveis para trabalhar, ou seja, expressa uma estimativa da capacidade do mercado de trabalho formal e informal de satisfazerem a demanda explícita por empregos”.

Já o conceito de emprego informal abrange pessoas com 15 ou mais anos de idade empregada no sector privado, em cooperativas, associações, igrejas, organizações não-governamentais (ONG) ou por conta própria.

Para tal, estas pessoas devem encontrar-se numa das seguintes situações: trabalha em qualquer unidade de produção de bens ou serviços, não registada junto dos órgãos públicos; não beneficia de qualquer apoio social, e não está inscrito na segurança social.

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