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Indra ganha contrato de 12,5 milhões de euros para equipar o Aeroporto Internacional Nimi-a-Lukeni no Zaire

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A multinacional espanhola Indra é a empresa escolhida para equipar o Aeroporto Internacional Nimi-a-Lukeni, em Mbanza Congo, na província do Zaire, através de um contrato na ordem dos 12,5 milhões de euros (cerca de 6,4 mil milhões de kwanzas), avança o Portal de Tecnologia de Informação (PTI), que cita uma informação do site Rede de Controlo de Tráfego Aéreo.

A empresa líder em consultoria e tecnologia na Espanha e na América Latina, conhecida dos angolanos pela sua actuação nos processos eleitorais desde 2008, será responsável pela instalação dos sistemas terrestres e aéreos necessários ao seu funcionamento do referido aeroporto, bem como dos sistemas operacionais, de comunicação, de segurança, de torre de controlo e de check-in e embarque.

A segunda empresa europeia em capitalização do sector e a segunda empresa espanhola que mais investe em P&D (isto é, em pesquisa e desenvolvimento tecnológico) irá utilizar soluções próprias como AODB-InBase, RMS-InUse, e FIDS-InFlight, que actuam na recolha de dados sobre planos de voo, gestão da alocação dos recursos do aeroporto e fornecimento de informações aos passageiros.

Em relação aos sistemas de comunicação da infra-estrutura, a Indra deverá equipá-los com redes de dados, de telefonia, Wi-Fi e TETRA (Terrestrial Trunked Radio); que é um padrão digital para redes de Rádio Móvel Privado (Private Mobile Radio – PMR) desenvolvido na Europa no início da década de 1990.

O TETRA, por se tratar de uma tecnologia digital, com arquitectura escalável, é de uma elevada eficiência espectral, e permite o desenvolvimento de redes com configurações que variam desde pequenas áreas até uma cobertura a nível nacional, ou até mesmo internacional.

No que aos mecanismos de segurança diz respeito, a multinacional espanhola irá incluir os sistemas de vigilância por vídeo em circuito fechado de televisão (CCTV), controlo de acesso, raio-x, segurança perimetral, sistema de sonorização e controlo de estacionamento.

O site Rede de Controlo de Tráfego Aéreo adianta ainda que, para a gestão do espaço aéreo, a Indra vai implementar a sua tecnologia ‘ManagAir’, bem como os sistemas de pouso ‘ILS’ (Instrument Landing System), um dispositivo que fornece ao piloto duas informações essenciais: o eixo da pista e a trajectória ideal de planeio.

O ‘pacote’ prevê igualmente sistemas de auxílio à navegação aérea ‘DVOR’, sistemas de torre e consolas de controlo, sistema de gestão de mensagens aeronáuticas ‘AMHS’ e o sistema de comunicação ‘SCV’, que integra todas as comunicações de rádio, solo-ar, terra-terra e sistemas de gravação.

Citada pelo site Rede de Controlo de Tráfego Aéreo, a administradora delegada de Negócios e Mobilidade da Indra, Berta Barrero, afirmou que, “graças a todo este equipamento de última geração e ao facto de ter uma pista para aviões de grande porte, o aeroporto de Mbanza Congo deverá servir de apoio, em caso de qualquer contingência, ao aeroporto na capital, Luanda, que dista cerca de 450 quilómetros”.

“O novo aeroporto juntar-se-á aos de Luanda, Catumbela e Lubango, que a Indra já equipou com as suas soluções, tornando a implementação mais fácil, rápida e eficiente e criando uma rede altamente digitalizada no país”, acrescentou Berta Barrero.

O Aeroporto Internacional Nimi-a-Lukeni começou a ser construído em Dezembro de 2021, na comuna do Nkiende II, a 34 quilómetros da cidade de Mbanza Congo, como resultado de uma exigência da Organização das Nações Unidas para Educação, Ciência e Cultura (UNESCO) por ocasião, em 2017, da elevação da cidade de Mbanza Congo a Património Cultural da Humanidade.

Estimado em 89,9 mil milhões de kwanzas, a sua construção foi adjudicada à empresa chinesa Sinohydro, como resultado da autorização do concurso público limitado por prévia classificação, lançado em 2019, através do Decreto Presidencial n.º 139/19, de 23 de Julho.

O Nimi-a-Lukeni irá substituir o actual aeroporto de Mbanza Congo, tido como não tendo condições para a navegação aérea, pelo facto de ter à sua volta várias residências, e porque a sua vedação de arame tem sido constantemente ultrapassada e a pista invadida por residentes, que fazem a travessia de um lado para o outro.

Após a sua conclusão, o Aeroporto Internacional Nimi-a-Lukeni terá uma pista de 3.500 metros de comprimento e 45 de largura, apta para a operação de aeronaves do tipo Boeing 777-300ER.

Terá ainda salas de embarque e desembarque para os voos domésticos e internacionais, um terminal de cargas, terminal de passageiros com uma área de 12.100 metros quadrados, com capacidade para receber 150 passageiros na hora de pico, para uma previsão de 2.000 passageiros por ano, uma torre de controlo com uma altura de 35,64 metros e instalações auxiliares.

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