Governo reafirma previsão de crescimento de 2,7% da economia nacional para este ano

O executivo mantém a previsão de crescimento de 2,7% da economia nacional para este ano. A afirmação foi reforçada pelo ministro de Estado para a Coordenação Económica, Manuel Nunes Júnior.

O responsável, que falava durante a cerimónia oficial de admissão do Banco Angolano de Investimento (BAI) na Bolsa de Dívidas e Valores de Angola (BODIVA), afirmou que a previsão do crescimento económico é sustentável e segue a tendência de 2021.

“Vamos manter-nos este ano na trajectória de um crescimento económico sustentável e inclusivo. Para o corrente ano de 2022, prevemos um crescimento global de 2,7%, suportado por um crescimento do sector não petrolífero de 3,2% e do sector petrolífero, incluindo o gás, de 2,1%”, avançou, o governante

Segundo Manuel Júnior, a saída de Angola, em 2021, de cinco recessões económicas consecutivas foi suportado pelo sector não petrolífero.

“Depois de cinco anos consecutivos de recessão económica, o país entrou para uma trajectória de crescimento económico, iniciado em 2021 com um crescimento de o,7%, um facto importante e estratégico para a economia nacional”, sublinhou.

O ministro de Estado para a Coordenação Económica adiantou ainda que, em 2021, o sector petrolífero registou um crescimento negativo de -11,6%, reiterando que, para “contrabalançar este crescimento negativo, o sector petrolífero tem que registar um crescimento não inferior a 6,4%”.

Em relação ao crescimento positivo do Produto Interno Bruto (PIB) não petrolífero, Manuel Júnior disse que o mesmo foi suportado pelos sectores da agropecuária, pescas, indústria transformadora, indústria extractiva, comércio, construção e transportes, reflexo de que, acentuou, “o país está a iniciar um novo paradigma de crescimento, assente na economia não petrolífera e puxado pelo sector privado”.

Dados avançados pelo responsável governamental apontam que o sector agrícola teve um crescimento global de 5% em 2021.

A cerimónia de admissão do BAI na BODIVA teve lugar na passada quinta-feira, 9, numa das unidades hoteleiras da cidade de Luanda, e deu-se no âmbito da execução do Despacho Presidencial n.º 201/21, de 23 de Novembro, que aprova a privatização dos 10% das acções do BAI detidas pelo Estado, através da Sonangol e da Endiama.

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