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Fitch Solutions estima que Angola deverá aumentar a capacidade de refinação em mais de 168 mil barris até 2024

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A consultora Fitch Solutions — uma das três maiores agências de classificação de risco de crédito, ao lado da Standard & Poor’s e da Moody’s — estimou, nesta segunda-feira, 23, que Angola deverá aumentar a sua capacidade de refinação do petróleo em mais de 168 mil barris, chegando a refinar mais de 200 mil barris por dia até 2024.

“Uma nova estratégia multi-anual do governo de Angola melhorou o potencial da capacidade de refinação no país, que deverá aumentar em 168 mil barris até 2024, havendo a possibilidade de serem refinados mais 200 mil barris por dia”, escrevem os analistas da consultora numa nota enviada aos seus clientes e investidores, citada pela Lusa.

Na análise, os analistas da consultora, detida pelos mesmos donos da agência de notação financeira Fitch Ratings, advertem que muitas das refinarias da região subsariana do continente africano sofreram um sub-investimento generalizado nos últimos anos, “o que levou a fracas taxas de utilização das mesmas e problemas de manutenção”.

Por este motivo, os consultores defendem há necessidade de um investimento maior nas refinarias da região, incluindo a construção de novas refinarias, “para os países da região conseguirem tirar proveito dos mais de 125 mil milhões de barris em reservas comprovadas, das quais apenas pouco mais de um milhão é refinado na região”.

Segundo a Fitch, que aponta Angola, Uganda e Nigéria como os únicos países em que a capacidade de refinação vai aumentar até 2024, as quedas de produção petrolífera na Nigéria e Angola farão com que “a produção de crude, gás natural liquefeito e outros líquidos na região deva cair 0,9% este ano.

Os analistas justificam que a queda se deve a um forte declínio da produção na Nigéria, maior produtor de petróleo na África Subsaariana, que foi significativamente afectada pela queda nos investimentos e falta de manutenção nos principais poços.

Assim, afirmam os analistas “a queda da produção na Nigéria deverá ser de 4,6% este ano, influenciando o conjunto da produção da região, um panorama que não deverá mudar nos próximos anos”.

Por outro lado, os analistas da Fitch entendem que a entrada em funcionamento de novos poços petrolíferos em novos mercados da região vai manter a evolução da produção em terreno positivo nos próximos anos, atingindo um máximo de 4,54 milhões de barris diários em 2029, antes de cair para 4,13 milhões em 2032, estimando que “a maior parte do crescimento vai centrar-se à volta das novas descobertas no Uganda, Quénia e Senegal”.

Contrariamente a outros países, a África do Sul é o único país da região que deverá ver a capacidade de refinação reduzida nos próximos anos, de acordo com nota a Fitch Solutions, que deverá passar de mais de 700 mil barris por dia para mais de 580 mil, devido à conversão da refinaria Engen num terminal de importação, uma operação prevista para o final deste ano.

*Com a Lusa

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