Comissário chinês diz que não há “espaço para concessões” sobre Taiwan

O comissário dos Negócios Estrangeiros chinês em Macau advertiu, esta quinta-feira, 9, que “não há espaço para concessões” na questão de Taiwan e pediu aos Estados Unidos que respeitem os compromissos assumidos com a China.

“A questão de Taiwan é um assunto puramente doméstico da China e realizar a reunificação completa da China é a aspiração compartilhada de todo o povo chinês”, disse Liu Xianfa, num artigo enviado à Lusa.

No texto, o responsável afirmou que a China está “firmemente decidida a defender” a soberania e os interesses de segurança, sem que haja “espaço para concessões e nem um centímetro para ceder na questão de Taiwan”, a “mais importante e sensível nas relações” entre a Pequim e Washington.

Os EUA, que reconheceram, tal como 180 países, o princípio de “uma só China” e afirmaram não apoiar a “independência de Taiwan”, têm recuado no “consenso bilateral” e na “posição original”, como no caso da Iniciativa de comércio do século XXI EUA-Taiwan, lançada no início deste mês.

Esta iniciativa “sem dúvida carrega conotações soberanas e natureza oficial, contrariando o princípio de ‘uma só China'”, de acordo com o qual o governo da República Popular da China é “o único governo legal que representa todo o país”, indicou Liu Xianfa.

“Tais movimentos visam um retrocesso histórico, obstruindo a reunificação pacífica da China com a questão de Taiwan”, escreveu.

Para o representante da diplomacia chinesa no território, os EUA “precisam de cumprir o princípio de ‘uma só China'” e “agir de acordo com a declaração” do Presidente norte-americano, Joe Biden, “de que os EUA não apoiam a ‘independência de Taiwan’”.

Os EUA “precisam de parar de usar questões relacionadas com Taiwan para se envolver em manipulações políticas ou para conter a China e evitar causar danos ainda mais graves às relações” entre os dois países e “à paz e estabilidade no estreito de Taiwan”, salientou.

“Os factos não podem ser negados, a história não deve ser falsificada e a verdade não deve ser distorcida”, disse Liu Xianfa, destacando que sem o consenso político sobre o princípio de ‘uma só China’, Pequim e Washington “não poderiam ter estabelecido laços diplomáticos e o relacionamento bilateral não poderia ter alcançado o desenvolvimento”.

No fim do artigo, o responsável chinês afirmou esperar que “todos os amigos estrangeiros na RAEM [Região Administrativa Especial de Macau] possam ver a questão de Taiwan de forma objetiva e correta, e respeitar a aspiração do povo chinês à paz e à reunificação nacional”.

*Texto Lusa

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