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Banco Mundial disponibiliza 300 milhões USD para melhorar o abastecimento de água em Angola

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O Banco Mundial aprovou um financiamento de 300 milhões de dólares (1.3 mil milhões de kwanzas) para apoiar o governo angolano a melhorar o abastecimento de água e reforçar a gestão dos recursos hídricos em todo o território nacional, noticiou, nesta terça-feira,5, a agência Lusa.

Segundo uma nota do Banco Mundial, a que a Lusa teve acesso, o montante tem ainda como objectivo promover uma maior resiliência climática em áreas urbanas e rurais das províncias do Zaire, Benguela, Huíla, Kwanza-Sul, Kuando Kubango, Cunene, Namibe e Luanda, beneficiando cerca de 1,2 milhões de pessoas.

O documento reitera que o Projecto de Resiliência Climática e Segurança da Água em Angola (Reclima) irá financiar investimentos em infra-estruturas de áreas urbanas e rurais, bem como actividades de desenvolvimento institucional para aumentar a segurança da água e ajudar a gerir os efeitos climáticos extremos.

Na nota, o Banco Mundial refere que as alterações climáticas ameaçam a segurança da água e os meios de subsistência em Angola, e o elevado grau de exposição do país a eventos climáticos extremos ameaça consideravelmente a sua estabilidade económica, bem como a segurança e o bem-estar da população.

“A seca mais recente que atingiu o país, entre Novembro de 2020 e Janeiro de 2021, foi registada como sendo a pior seca dos últimos 40 anos”, sublinha a nota Banco Mundial.

Segundo o director nacional do Banco Mundial para Angola, Jean-Christophe Carret, as alterações climáticas são uma realidade que já não pode ser ignorada e Angola é um dos países da região que mais sofre com as suas consequências.

“O Banco Mundial tem o prazer de apoiar Angola, pondo em prática medidas de adaptação sustentáveis que atenuem o impacto das alterações climáticas nas pessoas e nos seus meios de subsistência”, afirmou o responsável.

O projecto Reclima, de acordo com a nota, tem três componentes: a reabilitação e expansão dos serviços de abastecimento de água em áreas urbanas e periurbanas, a manutenção e a reparação dos sistemas de abastecimento de água rurais.

A segunda componente compreende o apoio às províncias seleccionadas e os seus municípios, com investimentos no desenvolvimento de recursos hídricos, que incluem a construção de infra-estruturas a nível comunitário, para aumentar o acesso fiável aos recursos hídricos, através da reabilitação e construção de represas de areia, cisternas, pequenos reservatórios, abastecimento de água canalizada, furos, poços protegidos e medidas de conservação do solo e da água em bacias hidrográficas.

Já a terceira componente do Reclima, que conta também com o financiamento da Agência Francesa de Desenvolvimento (AFD), através de um empréstimo de 150 milhões de dólares (66.5 mil milhões de kwanzas), consiste no apoio à gestão de projectos e coordenação.

*Com a Lusa

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