Autoridades orientaram forças de segurança para impedirem marcha em todo o país, denuncia direcção da campanha eleitoral da UNITA

 Autoridades orientaram forças de segurança para impedirem marcha em todo o país, denuncia direcção da campanha eleitoral da UNITA

A direcção geral da campanha eleitoral da UNITA e aquilo a que chamam de ‘forças patrióticas unidas’ revelaram, nesta segunda-feira, 1, em comunicado de imprensa, que “foram intimadas e intimidadas em todo o país para não realizarem uma marcha nacional”, que tinha como propósito protestar em “defesa da legalidade e igualdade de tratamento” nesta fase de campanha eleitoral.

A marcha, segundo a UNITA, foi convocada para protestar contra as alegadas violações à Constituição e à lei, com base em situações consubstanciadas na “não publicação das listas provisórias dos cidadãos eleitores”, “não publicação dos cadernos eleitorais”, “a presença de mortos no Ficheiro de Cidadãos Maiores (FICM)”, nas “ameaças e intimidações efectuadas pelo governo através do ministro de Estado e Chefe da Casa Militar do Presidente da República, general Francisco Pereira Furtado” e nos “ataques difamatórios aos dirigentes da UNITA, insinuando estarem a promover acções de desestabilização do país”.

“As autoridades, a par do comunicado do Governo da Província de Luanda, deram orientações às forças de segurança para impedirem essa marcha em todo o país”, denuncia o comunicado da direcção geral da campanha do Galo Negro, considerando que “a desigualdade de tratamento das actividades de campanha atingiu níveis escandalosos e criminosos”.

“O partido do regime beneficia de um tratamento de favor nas suas actividades de campanha e nos espaços noticiosos e programas especiais de campanha, após os seus tempos de antena na Rádio Nacional de Angola e na Televisão Pública de Angola”, critica o comunicado, que exige “tratamento igual e imparcial a todas as forças políticas concorrentes e uma postura republicana de todas as instituições do Estado, obedecendo apenas ao interesse nacional, e não a interesses particulares de uma qualquer força política”.

“Angola é a nossa pátria, o nosso espaço de convivência comum e de defesa do interesse nacional, que é a conjugação do nosso esforço colectivo. A UNITA e as forças patrióticas unidas consideram que não há razão nenhuma para que as eleições não sejam pacíficas, em harmonia e concórdia, e até em ambiente de festa; não a fanfarra da ditadura, mas a festa da democracia”, lê-se no comunicado tornado público.

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