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Analistas da Bloomberg prevêem sexta recessão consecutiva na economia angolana

Analistas da Bloomberg prevêem um crescimento negativo na economia angolana para este ano, o que se traduz numa sexta recessão económica para o país que não cresce positivamente há cinco anos consecutivos.

Os nove economistas da Bloomberg, que realizaram uma sondagem entre 12 e 17 de Novembro, antevêem que o país comece o caminho de recuperação apenas em 2022, com uma expansão da economia em 2,5%. No entanto, a expansão prevista para Angola significa uma revisão em baixa, isso, a julgar pelo facto de a previsão anterior ser de 2,9%.

Em relação à evolução da inflação, o índice sofreu um incremento ao sair de 24,3% para 25,5% este ano, e, de acordo com a previsão média dos analistas da Bloomberg, os preços deverão subir 20% no próximo ano, representando, assim, uma revisão em alta face aos 16,4% estimados anteriormente.

Esta antevisão da economia angolana contrasta com a expectativa do governo. No entanto, aproxima-se da previsão do Fundo Monetário Internacional (FMI), que também reviu a previsão para antecipar um crescimento negativo de 0,7%.

De acordo com o Orçamento Geral de Estado 2021 (OGE), o governo prevê regressar ainda este ano ao crescimento positivo, antevendo uma ligeira expansão de 0,2%, antes de acelerar o crescimento para 2,4, em 2022.

A proposta de OGE aprovada pela Assembleia Nacional mostra que o país deverá regressar ao crescimento positivo este ano, depois de cinco anos consecutivos de recessão económica, desencadeada pela descida dos preços do petróleo, em 2016, e, mais recentemente, pelas consequências da pandemia da Covid-19.

No diploma, o Ministério das Finanças antevê que, em 2022, a economia cresça 2,4%, e perspectiva uma forte descida do rácio da dívida pública face ao Produto Interno Bruto (PIB), que subiu nos últimos anos devido, em parte, à desvalorização da moeda nacional.

Com uma desvalorização da moeda nacional em quase 10%, de Janeiro a Setembro deste ano, o rácio da dívida deverá descer para cerca de 82%, no final deste ano, o que permitirá que Angola mantenha a intenção de regressar aos mercados de dívida internacionais em 2022, conforme anunciou a ministra das Finanças, Vera Daves de Sousa, na semana passada.

A “política expansionista” assumida pelo governo mantém, no entanto, a preocupação com a sustentabilidade das finanças públicas, já que, praticamente, metade das receitas são destinadas ao pagamento dos juros da dívida no próximo ano, que representam 12% do PIB.

A saída da recessão já este ano, a confirmar-se, será sustentada no crescimento da economia não petrolífera, que deverá expandir-se 5,2%, já que a economia petrolífera deverá manter-se negativa, reduzindo-se em 10,6%, segundo as previsões do governo.

*Com o The World News

Jaime Tabo

Jaime Tabo

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