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Angola recorre ao mercado internacional com emissão de 2,5 mil milhões USD em Eurobonds para financiar OGE em execução

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O governo angolano emitiu, nesta terça-feira, 24, um total de 2,5 mil milhões de dólares norte-americanos (2,2 biliões de kwanzas no câmbio actual) de dívida soberana, em moeda estrangeira, nos mercados internacionais, para financiar o Orçamento Geral do Estado (OGE) em exercício, revelou o ministro de Estado para a Coordenação Económica, José de Lima Massano.

O governante, que falava nesta quarta-feira, 25, no fim da 3.ª Sessão Ordinária do Conselho de Ministros, orientada pelo titular do Poder Executivo, João Lourenço, esclareceu que a decisão tomada pelo governo se deveu à actual situação política e económica que se regista a nível global, acrescentando que o propósito da medida é o de mobilizar recursos para a execução dos mais variados programas em carteira.

“Tratou-se de uma emissão importante, por vários motivos, mas, deste lado, [foi] o facto de esta ter sido a primeira emissão ocorrida por países emergentes, depois do eclodir do conflito no Médio Oriente”, assinalou.

José de Lima Massano destacou, entretanto, o contexto actual de incertezas e forte volatilidade que os mercados internacionais registam. No entanto, não obstante a isso, assegurou que o país conseguiu arrecadar um montante que superou as expectativas do que se pretendia.

“Nós fomos aos mercados tentando mobilizar dois mil milhões de dólares e, na verdade, o que tivemos de procura situou-se em cerca de 5,2 mil milhões, fazendo com que ficássemos, no final, com 2,5 mil milhões de dólares”, explicou.

O governante sublinhou que esta foi “uma operação histórica”, pelo facto de ter sido das maiores emissões efectuadas num único dia por países africanos na região subsaariana, superados apenas pela África do Sul e pela Nigéria.

A referida operação, ainda segundo o ministro angolano, tornou possível a redução das taxas de juros que o país carregava das emissões anteriores.

Num comunicado, o Ministério das Finanças anunciou que o empréstimo foi concretizado através de duas emissões, sendo a primeira de 1,5 mil milhão USD, com sete anos de maturidade e uma taxa de juro de 9,375%; e a segunda de mil milhão USD, com 11 anos de maturidade e taxa de juro de 9,875%.

Vale recordar que se trata da nona e décima emissões de Eurobonds feitas por Angola, que os emitiu pela primeira vez em 2015.

José de Lima Massano salientou que a emissão contou com a participação de investidores que actuam, tanto no mercado do Reino Unido como dos Estados Unidos da América, onde, segundo o governante, se obteve maior mobilização de recursos.

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