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Ucrânia. Conselheiro de Zelensky demite-se após comentários polémicos sobre Dnipro

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O conselheiro presidencial ucraniano Oleksiy Arestovych demitiu-se, esta terça-feira, 17, após ter sugerido que a defesa aérea da Ucrânia tinha abatido um míssil russo que atingiu um prédio residencial em Dnipro e provocou a morte a pelo menos 41 pessoas.

Num comunicado, publicado nas redes sociais, o conselheiro do Presidente Volodymyr Zelensky reconheceu ter cometido um “erro grave” e prometeu ser “mais rigoroso com as informações”.

“Apresento as minhas sinceras desculpas às vítimas e aos seus familiares, aos moradores de Dnipro e a todos os que ficaram profundamente magoados com a minha versão prematuramente errada do motivo pelo qual o míssil russo atingiu um prédio residencial”, afirmou.

Defendendo que as declarações não tiveram “nenhuma consequência legal ou de reputação para a Ucrânia”, Arestovych afirmou que Moscovo as está a promover “para enfraquecer influência informativa ucraniana (inclusive sobre os russos)”.

Numa outra publicação, o responsável frisou que entregou uma carta de demissão para “mostrar um exemplo de comportamento civilizado”.

O conflito entre a Ucrânia e a Rússia começou com o objectivo, segundo Vladimir Putin, de “desnazificar” e desmilitarizar a Ucrânia para segurança da Rússia. A operação foi condenada pela generalidade da comunidade internacional.

A ONU confirmou que cerca de sete mil civis morreram e mais de 11 mil ficaram feridos na guerra, sublinhando que os números reais serão muito superiores e só poderão ser conhecidos quando houver acesso a zonas cercadas ou sob intensos combates.

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