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Tunísia. Jornalistas protestam contra “restrições” da liberdade de imprensa

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Dezenas de jornalistas manifestaram-se, nesta quinta-feira, 5, em Túnis, capital da Tunísia, contra as “violações” que consideram ameaçar a liberdade de imprensa no país, especialmente desde o golpe do Presidente Kais Saied, denunciando uma política “repressiva” contra os media.

A pedido do Sindicato Nacional dos Jornalistas Tunisinos (SNJT), os manifestantes marcharam no centro de Túnis, entoando palavras de ordem contra as tentativas de as autoridades “domesticarem” os meios de comunicação e transformá-los em ferramentas de propaganda.

“Liberdade! Independência!”, “Não à repressão, não ao bloqueio”, “a imprensa é livre e nunca será subjugada”, gritavam os manifestantes com cartazes e panfletos, enquanto entoavam cânticos com apitos e objectos domésticos.

Durante o protesto, alguns manifestantes, entre os quais jornalistas, eram detidos e “espancados por forças policiais” que tentavam reprimir os protestos, denunciaram os órgãos de comunicação social daquele país do Norte de Africa.

A Tunísia enfrenta uma série de crises política e económica, agravada sobretudo, pelos efeitos da pandemia e pela postura “totalitária” do Presidente da República, Kais Saied. O país norte-africano passa por sua pior crise política e a sua frágil democracia é colocada à prova.

Em Julho do ano passado, o Presidente Kais Saied demitiu o primeiro-ministro Hichem Mechichi e suspendeu o Parlamento do país, o que foi denunciado como um golpe por seus oponentes. Saied também retirou a imunidade dos parlamentares.

As decisões foram tomadas após um dia de tumultos e protestos contra o principal partido do país, o movimento Ennahdha, alimentados pelo descontentamento da população com a crise econômica agravada pela pandemia.

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