Trabalhadores da TCUL iniciaram greve de fome de 72 horas

A Comissão Sindical da Central Geral de Sindicatos Independentes e Livres de Angola (CGSILA) na empresa de Transporte Colectivo Urbano de Luanda (TCUL), iniciou, nesta segunda-feira, 29, uma greve de fome de 72 horas, de fronte aos escritórios centrais da empresa, na Maianga, para protestar contra aquilo que consideram ter sido um acto “ilegal”, cujo resultado foi a rescisão unilateral de contratos e o consequente despedimento de trabalhadores.

A informação foi confirmada pelo primeiro-secretário da CGSILA na TCUL, Domingos Palanga, através de uma declaração de imprensa tornada pública na passada terça-feira, 23. Segundo o sindicalista, a greve foi convocada pelo grupo de condutores e cobradores “ilegalmente despedidos na TCUL”.

Domingos Palanga denunciou ainda que, desde o dia 16 do corrente mês, os trabalhadores adventistas são obrigados a trabalhar aos sábados e, esta exigência, é contrária ao que se exigia há cerca de duas décadas, em que os trabalhadores sabáticos tinham dois dias a mais durante a semana, para que tivessem o sábado salvaguardado.

A Comissão Sindical da CGSILA na TCUL receia que estes trabalhadores acumulem faltas por se recusarem a trabalhar nos dias de sábado, e que estes somatórios de faltas possam culminar com o despedimento destes funcionários.

Por último, a comissão sindical apelou a que empresa “abandone imediatamente o caminho da ilegalidade e o caminho da violação dos direitos trabalhistas”, de modo que, nos próximos dias, a instituição não venha a conhecer um movimento reivindicativo interno semelhante ao que aconteceu anteriormente.

Entre as reivindicações, estão a perseguição religiosa em relação aos trabalhadores adventistas, os fins de contratos ilegais, a violação dos direitos dos trabalhadores e os despedimentos ilegais.

Gabriela Vaia

Gabriela Vaia

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